O engenheiro civil Luiz Alberto Duarte falou, na tarde desta terça-feira (5/6), sobre o Plano Municipal de Água e Esgoto (PMAE), aprovado na última quinta-feira pela Câmara Municipal de Tubarão. A atividade integrou o Seminário de Meio Ambiente, realizado no auditório do Cettal, na Unisul campus Tubarão, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Responsável pela empresa que venceu a licitação para elaborar o trabalho, Duarte detalhou como se deu o processo e apontou os principais problemas da cidade. Segundo ele, um assunto merece atenção: a drenagem urbana.
?De todas as cidades em que trabalhamos, Tubarão apresentou a situação mais crítica em relação à drenagem urbana?, revelou. Luiz Alberto Duarte presta serviços para prefeituras catarinenses desde 2007, quando uma Lei Federal determinou que as cidades brasileiras devem elaborar planos de saneamento. Em Santa Catarina, sua empresa já atuou em outros sete municípios.
Duarte fez questão de ressaltar, entretanto, que esse quadro é um resultado histórico. ?O problema não é culpa do governo A, B ou C, mas sim de um posicionamento tomado ao longo dos anos?, analisou, em relação à maneira negligente no tratamento da questão. Há ainda, de acordo com ele, o aspecto topográfico da cidade, que favorece a ocorrência de alagamentos, e o crescimento desordenado: ?alguns bairros foram construídos sobre zonas de acomodação de águas?, disse.
De acordo com o especialista, o primeiro passo para começar de fato o trabalho é conhecer o território. ?Os levantamentos sobre a topografia da cidade que existem são falhos?, avaliou, evidenciando a necessidade de executar rapidamente a base cartográfica, estudo que permite conhecer o solo. ?Além disso, o trabalho precisa ser realizado por gente que entenda do assunto?, frisou.
O plano de saneamento compreende ainda as áreas de água, esgoto e resíduos sólidos. Os estudos levaram cerca de oito meses até serem concluídos, em março deste ano. A equipe de Luiz Alberto Duarte, acompanhada de profissionais da prefeitura, foi a campo e realizou seis reuniões comunitárias e duas audiências públicas. A ideia foi ouvir o que a população tinha a dizer. ?O nosso trabalho foi concluído, o plano está pronto. Cabe agora ao governo municipal tomar as medidas necessárias para começar a colocá-lo em prática?, explicou.
A estimativa de investimento para a execução do plano é de 78 milhões de reais. Segundo o superintendente técnico da Agência Reguladora das Águas de Tubarão (AGR), Marcelo Fernandes Matos, a Prefeitura Municipal mantém conversas com a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de SC e espera ?sensibilizá-la a favor da causa?. De acordo com ele, o primeiro passo para a drenagem urbana ? a execução da base cartográfica ? depende do governo do Estado.
Texto: Cilene Macedo | Assessoria de Imprensa
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