Por Thiago Moraes
Não foram só muitas jardas percorridas. Não é somente debutar no Campeonato Catarinense de Futebol Americano. A estreia do Black Hawks no estadual, neste sábado, às 15h, no campo do Floresta, no bairro Margem Esquerda, é resultado de um talento conjugado a um empenho absurdo dentro do campo e de uma gestão profissional fora das jardas do gramado. Com aproximadamente 50 atletas no elenco, o único time do esporte na cidade concretiza neste fim de semana a realização de um sonho construído à base de habilidade, técnica, estratégia de jogo, capacidade física, controle emocional e uma gestão comprometida com resultados duradouros.
O Black Hawks tem posto em prática uma das maiores essências do esporte americano, a inclusão democrática de perfis físicos diferentes em uma mesma modalidade. ?O futebol americano é um esporte eclético, e por ter muitas posições e funções específicas, há espaço para pessoas de quaisquer tipos físicos. Temos jogadores com altura de 1,60 e 2 metros, pesando 60 quilos e outro 140?, comenta Diogo Mafra, um dos dirigentes do Black Hawks e da Associação de Futebol Americano de Gaspar, Afag, além de Free Safety do time, posição defensiva do último homem. ?É uma posição que necessita ter velocidade e boa cobertura de passes?, explica Diogo.
Trabalhando muito nos bastidores para obter apoios como o da Fundação Municipal de Esportes e de patrocinadores particulares, a temporada será intensa para a equipe Black Hawks. Além do Campeonato Catarinense, o Black irá jogar contra times considerados referências no Estado, como das cidades de Itapema, Balneário Camboriú, Joinville, Corupá e São José. ?Nossa meta é realista e vamos em busca de pelo menos duas vitórias nesta competição. No segundo semestre temos a Copa Sul para disputar. Aguardamos a concretização do apoio da Fundação Municipal de Esportes, pois temos muitos gastos, em especial com a parte de logística. Nossa gestão é profissional, e tem englobado uma diretoria ativa, uma gestão inovadora e busca em uma maior participação de nossa marca na mídia?, observa Diogo.
Jogadores do Black Hawks Renan Kroth, atleta do time com mais tempo de futebol americano, nove anos, promete fortalecer o jogo dinâmico e combativo da equipe. ?Temos ainda Sandro e Sander Lumumba Mello, irmãos que atuavam na Portuguesa, de São Paulo. Vamos encarar uma pedreira logo de início, o Itapema White Sharks atual campeão da Copa Sul e orientado por um técnico espanhol de ponta?, destaca Diogo.
Sendo uma das únicas equipes que possui equipamentos e uniformes próprios, a expectativa é de casa cheia na estreia deste sábado, dia 15. ?Somos apaixonados por este esporte fascinante. Pedimos o apoio não só de nossos familiares e amigos que sempre nos acompanham, mas também da comunidade de Gaspar. Agradecemos a Proly Grife Infantil, que tem sido uma patrocinadora parceira nesta empreitada de fazer o futebol americano cada vez mais conhecido em nossa cidade?, declara Diogo Mafra.
O Campeonato Catarinense conta com seis times. Todos jogam entre si, o primeiro colocado garante vaga na final, e o segundo e o terceiro fazem um jogo para disputar quem irá duelar na grande decisão. ?O hábito de praticar e acompanhar a modalidade torna o esporte apaixonante àqueles que desejam mergulhar no mundo da bola oval?, garante Diogo.
A partida de futebol americano é uma disputa de território nas jardas do campo. Cada time tem no máximo quatro tentativas, conhecidas como descida, para avançar 10 jardas. Se conseguir, segue no ataque em busca de mais 10 jardas, senão devolve a bola ao adversário. São 100 jardas de campo de jogo e mais 20 jardas (10 em cada lado) de zona final, onde é marcado o touchdown, lance que vale seis pontos, quando o jogador entra na zona final do gramado, com direito a lance extra, geralmente com o ?famoso chutaço? entre as traves. Vence o time que pontuar mais. Informações adicionais na rede social Facebook: Gaspar Black Hawks.
Edição 1569
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