
Andar pelas ruas de Gaspar, seja no Centro ou nos bairros, e encontrar uma simples lixeira para lançar quaisquer lixos não tem sido uma tarefa tão simples. “Para não perder a paciência, precisa às vezes aguardar o próprio lixo na mochila e jogá-lo fora em casa. Deveria haver mais lixeiras espalhadas na cidade”, pede o estudante Bruno de Mendonça, morador do Santa Terezinha.
Na área central de Gaspar, as lixeiras são mais comuns em lugares como a Praça Getúlio Vargas, o Coreto Municipal e a rua São José. Nos demais pontos, são escassas. “Faltam lixeiras na Coronel Aristiliano Ramos, uma das principais da cidade”, indica Maria da Rosa Silveira, dona de casa moradora do bairro Coloninha.
Em outras ruas mais distantes do Centro, porém, muitas sequer têm mais de um cesto. Entre as ruas visitadas pela reportagem do Cruzeiro do Vale, a que mais possui lixeiras é a rua São José, com mais de 15. “Pedestres mais atentos conseguem perceber que existem lixeiras nas ruas principais da cidade, mas nas ruas vizinhas que rodeiam as mesmas não é tão comum ver cestos”, conta o morador do Margem Esquerda, João Salgado.
Reurbanização
De acordo com Gilberto Goedert, assessor administrativo da Secretaria de Planejamento, Meio Ambiente e Defesa Civil, todas as ruas que têm projetos de reurbanização elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento têm lixeiras incluídas. “Com as reurbanizações pretendemos colocar um bom número de lixeiras nas ruas. Nos abrigos de ônibus colocamos e continuaremos instalando lixeiras. Ruas como a Itajaí, Artur Poffo, Bonifácio Haendchen, além de ruas na região do Belchior, como a comunidade do Jardim das Arábias, terão no projeto a colocação de lixeiras”, declara Gilberto.
De acordo com a pasta de planejamento, problemas de vandalismo são e continuarão sendo denunciados às instituições policiais. A manutenção das lixeiras no Centro é realizada pela Secretaria de Obras, que diariamente as limpa. Nos bairros, a limpeza é de acordo com o número de idas já definidos. “Em caso de lixeiras do Samae, a empresa terceirizada contratada para fazer a coleta acaba recolhendo os lixosa. As lixeiras que porventura quebram tentamos reformar, caso seja possível”, informa o secretário de Obras Lovídio Bertoldi.
A reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale percorreu algumas das principais ruas da cidade e dos bairros para conferir a situação das lixeiras. Após esta visita chegou-se a uma conclusão: a comunidade encontra dificuldades para se desfazer do lixo particular em bairros mais afastados do Centro.
Foram visitadas sete ruas. As ruas Coronel Aristiliano Ramos e São José, no bairro Centro, Leopoldo Alberto Schramm, no Gasparinho, José Anastácio da Silva, no Gaspar Grande, Maestro Egon Bohn, no Coloninha, Pedro Simon e Luiz Franzói, na Margem Esquerda.
Em duas destas vias não foi encontrada nenhuma lixeira. Já em outras três foram encontradas poucas lixeiras, que muitas vezes não conseguem atender à demanda de pessoas que transitam pelo local. É o caso da Pedro Simon, Luiz Franzói e José Anastácio da Silva, onde são vistas lixeiras com pouca capacidade de armazenamento e, em alguns casos, em estado precário. “Acredito que deveríamos ter mais lixeiras. Não só isso. As lixeiras deveriam estar em um estado melhor”, observa o morador da rua Pedro Simon, Pedro Paulo.
Lixos depositados em matagais e rios que ficam sob pontes da cidade, como na rua Industrial José Beduschi, também foram encontrados. “A população precisa fazer a sua parte. Às vezes me deparo com pessoas que não têm educação e atiram objetos em matagais e lixos da cidade”, frisa Clara Assunção, que costuma andar com frequência pelas ruas centrais de Gaspar.
Esta semana, uma lixeira mantida por um comerciante na rua Coronel Aristiliano Ramos, no Centro, resultou em uma multa emitida pelo departamento de Fiscalização. As multas também foram aplicadas a outros comerciantes que possuíam produtos ou até mesmo pinturas no chão (veja mais na página ao lado). A situação motivou em muitos moradores o questionamento sobre a existência ou não de lixeiras nas ruas da cidade e qual a situação dos cestos existentes.
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