Ação no TSE: Campanha busca atrair mulheres para a política - Jornal Cruzeiro do Vale

Ação no TSE: Campanha busca atrair mulheres para a política

21/03/2014

De cada 10 pessoas que ocupam cargos eletivos no Brasil, nove são homens. A média faz com que o país tenha um dos piores índices de participação de mulheres nos Poderes Legislativo e Executivo. 

Com a intenção de mudar essa realidade, o Tribunal Superior Eleitoral, TSE, lançou nesta quarta-feira, dia 19, em sessão do Congresso Nacional no plenário do Senado, um convite para que elas se façam mais presentes nos espaços de poder, concorrendo a cargos eletivos.

Com o slogan ?Faça parte da política? e a hashtag #vempraurna, a ação é fruto de emenda incluída pelo Senado na minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso no ano passado. A lei estabelece que, em anos eleitorais, de março a junho, o TSE ?poderá promover propaganda institucional destinada a incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política?. Assim, a primeira campanha já terá como foco as eleições deste ano.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, Marco Aurélio de Melo, deu números da sub-representatividade da mulher na política brasileira e lembrou que o país está 156º lugar num ranking de 188 nações sobre igualdade na presença de homens e mulheres nos parlamentos. ?Trata-se de um contraste, algo que gera perplexidade e nos envergonha?, afirmou.

Cenário local
 

Em Gaspar, dos 13 vereadores da atual legislatura, apenas três delas são mulheres. 

O presidente da Câmara de Vereadores de Gaspar, Marcelo Brick (PSD), vê com bons olhos a iniciativa e afirma que a maior participação das mulheres na política é reflexo dos espaços que elas vêm tomando nos diferentes setores da sociedade, atuando como empresárias, profissionais liberais e líderes de entidades. 

?A política precisa da mulher, tanto é verdade que temos uma presidente e três vereadoras em nossa cidade que contribuem com esse cenário, sem contar as outras mulheres de fibra que saem como candidatas. Sou muito favorável a estimular essa maior participação das mulheres na política?, defende.


Edição 1572
 

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