Acervo diversificado mantém videolocadoras em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Acervo diversificado mantém videolocadoras em Gaspar

29/07/2014

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Por Thiago Moraes

Para sobreviver em meio à concorrência da TV a cabo e da pirataria, as videolocadoras têm apostado em um catálogo bem variado e em diferenciais como atendimento e diversidade de serviços. É assim que duas videolocadoras do Centro de Gaspar agem para continuar ocupando seu espaço junto às inúmeras opções tecnológicas de entretenimento, acessíveis em diferentes equipamentos eletrônicos. Semanalmente, o professor de história Solano Lenfers sai de sua residência no Centro de Gaspar para alugar filmes em sua videolocadora favorita. ?Costumo vir para locar filmes infantis para o meu filho Gabriel. Quando minha agenda de fim de semana permite, alugo também filmes para assistir, em especial os lançamentos?, conta. Solano faz parte de um grupo de cinéfilos que ainda cultiva o hábito de ir até a videolocadora. ?Entre as novas gerações imagino que possa estar diminuindo o número de frequentadores de videolocadoras, mas é muito bacana quando chega o final de semana e posso vir alugar um filme para o meu filho assistir. É um hábito excelente?, declara. Nos bairros e no Centro, a presença de estabelecimentos do ramo é bastante frequente, mostrando que em Gaspar este é um segmento que ainda conserva sua força. Para fugir do cenário apocalíptico provocado em grande parte pela pirataria digital, os empresários do ramo têm investido em diferenciais como vastos catálogos de filmes e atendimento qualificado. Em atividade desde 2004, a Virtual Videolocadora tem direcionado seu trabalho a um vasto catálogo de opções, desde os sempre disputados lançamentos até um grande acervo de temas, que vão desde comédia, aventuras, romances até os filmes nacionais e os seriados. ?Muitos de meus clientes têm procurado os seriados. Devido à agenda cheia da semana, eles procuram a videolocadora para alugar temporadas de suas séries favoritas para assistir no final de semana. É um diferencial. Atualmente quem trabalha neste ramo precisa buscar inovações com um atendimento qualificado para cativar o cliente?, observa Luciano Adão, proprietário da loja. De acordo com ele, muitas videolocadoras fecharam as portas nos últimos anos, e as lojas que sobreviveram tiveram uma procura acentuada. ?Mesmo com a crise econômica que aflige o setor nos últimos tempos, a TV fechada e a pirataria, ainda não conseguiram terminar de vez com este seguimento. As pessoas ainda gostam muito de procurar seu filme predileto na prateleira, em especial os lançamentos, que não são achados facilmente na internet?, frisa.

Demanda de clientes continua satisfatória 

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As videolocadoras têm passado por vários períodos de transformação ao longo das décadas. Muitos comerciantes do setor presenciavam o modelo de negócio propiciado pela chegada dos videocassetes às lojas do país. Outro momento ocorreu com a chegada da rede internacional americana Blockbuster, que profissionalizou o mercado na metade da década de 1990, e que no Brasil foi vendida à rede de lojas Americanas. Um outro, um dos maiores algozes do setor, a pirataria digital, estourou no início dos anos 2000, e as videolocadoras tiveram uma de suas piores crises.  

Atuando em Gaspar desde 1989, a Argus Vídeo, situada no Centro passou por todas essas fases do setor nas últimas décadas. ?A demanda de clientes continua boa, em especial quando se trata de lançamentos, que sempre trazem um bom retorno a nossa videolocadora. Agora, por exemplo, a procura pelo filme Robocop (2014), dirigido pelo brasileiro José Padilha, está altíssima?, conta Ronei Cavalheiro, responsável pela loja.

Segundo Ronei, o público ainda tem nas videolocadoras uma variedade de escolha que a internet nem sempre pode oferecer com qualidade e a pirataria, um mal que aflige o segmento, está tendo um maior controle e fiscalização dos empresários do setor. 

De acordo com Ronei, a pirataria, além de precisar de contínua fiscalização, tem ainda contra si os produtos de péssima qualidade, que danificam os aparelhos dos consumidores. ?A TV fechada repete muitos filmes, e a pirataria só tem pontos negativos e desfavoráveis aos consumidores. Além disso, as mídias de alta resolução, como o Blu-Ray, fisgam o público com a qualidade das cópias, com alta definição de som e imagem?, ressalta o empresário.

A força do blu-ray 

O Blu-ray é mesmo um dos responsáveis por um novo fôlego de videolocadoras não só em Gaspar, mas em todo o país. Se entre os anos de 2005 e 2010 o setor de aluguel de vídeos diminuiu mais de 60%, após a popularização dos discos de alta resolução de imagem e som os estabelecimentos deste ramo voltaram a experimentar um crescimento contínuo. 

Edição 1609
 

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