Nesta sexta-feira, 11, o número de acidentes envolvendo motocicletas assustou os moradores de Gaspar. Foram três colisões em menos de dez horas. Embora não tenha ocorrido nenhuma morte, o número de acidentes mostra a falta de cuidado de alguns motociclistas, visto que dois destes acidentes não envolviam outros veículos.
O primeiro acidente ocorreu na rua Itajaí por volta das 21h45 e envolveu um Peugeot 307 branco de Gaspar e uma moto amarela com placas de Penha. O motorista do carro, L.H.K., de 18 anos, nada sofreu e o piloto da moto, M.J.L.S., 22, foi encaminhado ao Hospital de Gaspar com laceração no joelho esquerdo e suspeita de fratura no punho direito e joelho esquerdo. Por volta das 22h20 da mesma noite, houve uma queda na rua Prefeito Leopoldo Schramm. A vítima foi N.B., 41 anos, que sofreu escoriações no braço direito e perna esquerda, laceração no pé direito e suspeita de fratura no fêmur. O último acidente da noite ocorreu à 1h40, quando uma moto colidiu com a cabeceira da ponte Hercílio Deeke. A moto azul era conduzida por E.L.M., de 21 anos, que teve escoriações na mão direita e fratura aberta na perna esquerda.
Para a instrutora de uma auto escola da cidade, Gisele Elsa Medeiros, os acidentes acontecem por causa de imprudência e excesso de confiança. ?O motociclista pensa que tem domínio completo da máquina, e que vai conseguir fazer a manobra, mas não consegue porque a moto é mais forte do que ele? comenta. De acordo com Gisele, para se pilotar com segurança são necessários diversos cuidados, como equilíbrio, saber manejar acelerador e embreagem, conhecer a moto e suas ferramentas, saber que freio usar em cada situação e, acima de tudo, ter atenção.
Estatísticas levantadas pela Polícia Militar Rodoviária de Gaspar, apontam um considerável aumento no número de acidentes de motocicletas com outras motocicletas, uma colisão classificada pela sargento Cristina Moreira como pura imprudência. Neste ano, os acidentes com motonetas (biz, scooter, etc) não causaram morte, embora tenha havido 14 feridos, 11 acidentes com feridos e 1 sem vítimas. No caso das motocicletas acima de 125 cilindradas, houve uma morte, 60 feridos, 47 acidentes com vítima e 9 sem vítima, sendo que a maioria dos envolvidos está abaixo de 30 anos. ?A moto é recordista de acidentes e pela facilidade de acesso, um grande número de pessoas não está preparado para pilotar?, conta a sargento, que lembra que respeitar a legislação de trânsito, não ultrapassar em local proibido e não costurar no trânsito são formas manter-se livre de acidentes.

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