
Uma melhoria realizada há duas semanas pela equipe da Secretaria de Obras está dividindo opinião de motoristas e comerciantes da rua Hercílio Fides Zimmermann, no bairro Margem Esquerda. No ano passado, após a conclusão das obras de recuperação da via, realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura, Dnit, a prefeitura aterrou uma área às margens da via, próximo ao trevo com a BR-470. O motivo alegado era de que a obra havia deixado um desnível muito grande em relação ao acostamento, o que poderia causar acidentes.
Com os longos períodos de chuva, buracos se formaram e o trecho não era mais usado por motoristas que desejavam seguir para o Litoral, para escapar da fila que se formava no trevo para quem segue em direção a Blumenau. Há duas semanas, porém, a Secretaria de Obras colocou macadame no local e corrigiu as ondulações. Com isso, motoristas voltaram a usar a área de escape como pista para chegar ao trevo sem enfrentar a fila.
Maria Iria Reichert, proprietária de um estabelecimento próximo a esse trecho, queixa-se do fato de motoristas estarem trafegando livremente pelo acostamento. Segundo ela, policiais militares já estiveram no local para multar condutores que fazem a manobra, já que se trataria de transitar no acostamento, mas isso não teria inibido a conduta. Ela também afirma que desde a passagem dos veículos provoca muita poeira para quem mora ou trabalha às margens da via. “Aqui é a entrada da cidade. Ou eles deveriam asfaltar aquele trecho e fazer uma segunda pista, ou não deveriam permitir que os carros passassem pelo acostamento”, cobra.
O secretário de Obras de Gaspar, Lovídio Bertoldi, afirma que o trabalho feito no local teve o objetivo de corrigir os buracos que se formaram no trecho. Questionado se o município tem a intenção de executar uma segunda pista para facilitar a passagem de veículos que seguem para o Litoral, Lovídio afirma que nesse primeiro momento essa melhoria não deve acontecer. “Primeiro o Dnit precisa transferir a responsabilidade da via, o que ainda não aconteceu desde a recuperação da via, para depois estudar qualquer ação por parte do município naquela via”, destaca.
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