
O dia 2 de abril é lembrado como ‘Dia Mundial do Autismo’ e todo o mês inteiro é caracterizado como ‘Abril Azul’. As datas tem como objetivo chamar a atenção e ampliar o conhecimento da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que ainda é pouco conhecido.
Em Gaspar, a Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA) está preparando uma programação especial, que inicia no dia 2, com uma missa Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, às 19h. O momento será marcado pela entrada em procissão dos familiares.
No sábado, dia 6, a partir das 9h, acontece o ‘Sábado na Praça’. Entre as atrações estão venda de artesanato, brechó, atividades recreativas e entrega de panfletos informativos para quem passar pelo local. As atividades encerram às 11h, quando acontece uma caminhada e carreata no morro da igreja Matriz, onde balões serão soltos.
Além disso, o palestrante Marcos Petry estará na cidade para uma série de palestras. Ele, que também é autista, é autor de livros, tem um canal no Youtube onde fala sobre a sua condição e é músico. As palestras vão acontecer em três escolas de Gaspar. No dia 9 de abril, às 8h30, será na escola Mônica Sabel. No mesmo dia, às 14h, na Escola Zenaide Schmitt Costa. Já no dia 10, a palestra será na Escola Ferandino Dagnoni, a partir das 8h30.
Ainda em abril, a partir do dia 23, acontece também o recadastramento dos associados, que será feito na sede da AMA, localizada na escola Zenaide Schmitt Costa.
A presidente da AMA, Eliane Schmitd, destaca que o ‘Abril Azul’ é importante porque reforça as atividades que já são feitas durante todo o ano. “Nós fizemos palestras e atividades o ano todo, mas em abril as ações são reforçadas. O que nós queremos é que Gaspar e as pessoas endentam que os autistas são pessoas como as outras. Queremos levar mais informação pra que se tenha menos preconceito e mais inclusão. Esse é o objetivo da AMA”.
Para Raquel Amaral, que é mãe de um menino de cinco anos com autismo de moderado a severo, a conscientização é importante para que as pessoas conheçam e possam identificar uma criança com a desordem. “Muitas pessoas não sabe o que é, e fazendo essa conscientização podem identifica o autismo em uma criança. Por exemplo, pensar 'nossa meu vizinho tem essas características'. As pessoas precisam saber como lidar com eles e saber como ajudar”, destaca.

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