Ao menos quatro relatos contra João de Deus foram feitos à Polícia Civil e ao MP em SC - Jornal Cruzeiro do Vale

Ao menos quatro relatos contra João de Deus foram feitos à Polícia Civil e ao MP em SC

17/12/2018
Ao menos quatro relatos contra João de Deus foram feitos à Polícia Civil e ao MP em SC

A Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) estão recebendo no estado denúncias de vítimas do médium João de Deus, preso no domingo (16) suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais. Até a manhã desta segunda, quatro casos chegaram a conhecimentos dos órgãos.

Conforme o Ministério Público, na semana passada uma pessoa procurou o órgão, foi ouvida e a denúncia já foi encaminhada para o MP de Goiás. Na sexta-feira (14), uma outra mulher entrou em contato por telefone com o órgão, e foi encorajada a comparecer presencialmente para a denúncia.

Segundo o MPSC, as duas mulheres pediram sigilo absoluto de seus casos, por isso, nem a cidade ou idade das vítimas foram reveladas. Os casos são recebidos pelas promotorias e posteriormente levados ao Centro de Apoio Operacional Criminal, em Florianópolis, aos cuidados do promotor João Alexandre Massulini Acosta.

Já conforme a Polícia Civil, dois casos foram recebidos no Oeste catarinense, na 13ª Região Policial de Fronteira de São Miguel do Oeste. Os depoimentos já foram colhidos e encaminhados à Polícia Civil de Abadiânia.

As duas mulheres também informaram à polícia terem sido vítimas de abusos sexuais praticados pelo médium, na Casa de Dom Inácio de Loyolla. As identidades delas foram preservadas.

A coordenadora das Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Patrícia Zimmermann D'Ávila, ressalta a importância de denunciar. "É preciso pedir para as vítimas procurarem as delegacias de Polícia Civil do Estado", completa.

Casos

O Ministério Público montou uma força-tarefa para apurar os casos e já recebeu mais de 330 denúncias contra João de Deus. Na Polícia Civil de Goiás, até a manhã desta segunda-feira (17), 15 mulheres foram ouvidas e os depoimentos relatados à João de Deus.

No domingo, o médium prestou depoimento na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia. Ele respondeu às perguntas dos delegados por mais de 3 horas, mas o delegado-geral não detalhou o conteúdo do interrogatório.

João de Deus negou as acusações das vítimas e disse que os atendimentos eram coletivos e não havia abusos. Entretanto, o delegado-geral André Fernandes diz que os relatos de abusos durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, são muito contundentes.

 

Fonte: G1 Santa Catarina

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.