Valorizar a beleza do rio Itajaí-Açú e proporcionar aos gasparenses momentos de lazer, diversão e conhecimento junto à natureza. Este é o objetivo do projeto Gaspar Cidade Rio, que oito meses após a assinatura do primeiro convênio ainda não saiu do papel.
Criado no início de 2009, o projeto já foi apresentado para diversas lideranças da cidade e possui parte dos recursos garantidos através de uma emenda de R$200 mil do deputado Claudio Vignatti (PT), além de recursos do Ministério das Cidades e Ministério do Turismo. O custo total do projeto está estimado em cerca de R$8 a R$10 milhões e prevê a construção de uma passarela com ciclovia e decks nas margens do rio Itajaí-Açú no trecho que compreende o ribeirão Gaspar Mirim, onde fica a Sociedade Alvorada, até o ribeirão Gaspar Grande, onde fica o Posto do Julinho.
A demora em iniciar as obras motivou um questionamento apresentado pelo vereador Rodrigo Althoff (PV) na sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta terça-feira, 10. O Requerimento 90/2010 solicita ao Executivo dados detalhados sobre a proposta, com ênfase no terreno que abrigava o antigo camelô da cidade, onde deveria ser construída uma das estações do projeto.
Rodrigo destaca que o imóvel onde era localizado o camelô encontra-se parte em gramado e parte em chão batido e é utilizado, principalmente, como estacionamento. ?Com este requerimento, pretende-se esclarecer os questionamentos da comunidade referentes aos serviços e previsão de conclusão do projeto, uma vez que a cidade carece de espaços adequados de lazer e cultura?, explica.
O que diz a Administração Pública
A demora no início da execução do projeto, conforme justifica a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, ocorreu devido a falta de matrícula do imóvel. Segundo a secretária, o projeto técnico está pronto para ser apresento à REDUR-CAIXA porém, para análise deste é necessário apresentar comprovante de titularidade do imóvel. ?Foi realizada busca junto ao registro de imóveis apresentando inclusive cópia dos documentos de propriedade dos confrontantes laterais, os quais identificam a Prefeitura Municipal de Gaspar como confrontante. O registro não encontrou a matrícula e agora a solução para a questão está junto a Secretaria de Patrimônio da União ? SPU?, explica.
No momento, a Administração aguarda a declaração do Registro de Imóveis, informando que o imóvel não possui matrícula, para que possa dar entrada no processo na SPU para que eles emitam uma Portaria autorizando a execução da obra. ?O prazo solicitado para entrega do documento pelo registrador foi dia 6 de agosto de 2010, estamos aguardando ainda?, revela a secretária.
Assim que a Prefeitura estiver com a comprovação da titularidade do imóvel será encaminhado todo o projeto, para a REDUR/Caixa analisar e assim que estiver aprovado poderá ser iniciado o processo licitatório.
Projeto
Em junho de 2009 o Jornal Cruzeiro do Vale fez uma ampla reportagem sobre o projeto Gaspar Cidade Rio. Na época, o então secretário e Turismo, Rodrigo Schramm, afirmou que o projeto seria executado em várias etapas e previa o início das obras para o segundo semestre de 2009. A primeira etapa compreende a construção de um deck em frente à Praça Getúlio Vargas, que será completamente restaurada. O muro que fica entre a loja Julis Calçados e a Lanchonete Jardim será aterrado. Ali será construído um deck com completo mobiliário urbano. A lanchonete será reformulada, para atender às características do novo espaço, bem como a loja de calçados, que fará uma vitrine voltada ao deck.
"Faremos um passeio que terá várias estações. A estação da praça será o deck principal, com estrutura de lazer e ginástica e com todos os espaços adaptados para portadores de necessidades especiais", explicou Rodrigo à época.
Edição 1220

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).