
Sete pessoas foram condenadas por homicídio duplamente qualificado (e três também por furto qualificado) em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Gaspar. O julgamento teve início na terça-feira, dia 17 de janeiro, durou 33 horas e teve a sentença anunciada na noite de quinta, dia 19. Trata-se dos envolvidos na morte de José Célio Fantoni, morto a tiros dentro de casa no dia 29 de janeiro de 2020. O julgamento teve um oitavo réu, que foi absolvido de todas as acusações.
Os jurados responsáveis por analisar o caso ficaram incomunicáveis durante todo o período do júri. Eles foram alocados em um hotel e acompanhados por oficiais de justiça no período do descanso noturno.
Entre os agora condenados estão duas filhas da vítima. Todos foram julgados por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (as filhas motivadas por um sentimento de vingança, pelo fato de supostamente terem sido abusadas sexualmente pelo pai), o que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima. Eles seguem presos e podem recorrer da decisão.
A juíza Griselda Rezende de Matos Muniz Capellaro, titular da Vara Criminal de Gaspar, que presidiu a sessão, agradeceu o apoio de policiais e destacou a dedicação de todos os envolvidos na realização do extenso julgamento. Atuou na acusação a promotora de Justiça Daniele Garcia Moritz e na defesa dos oito réus os advogados Marcelo Ricardo Maes, Tatiana Maes Trentini, Alessandro de Jesus Mendes, Valdemar Mancilhas Rodrigues, Ricardo Wippel, Maria Eduarda Haas Coutinho, Barbara de Abreu Olivieri e Eduardo Redivo Sestrem.
Todo o processo tramita sob sigilo.
José Célio Fantoni foi assassinado a tiros dentro da própria casa na madrugada de 29 de janeiro de 2020. Quatro bandidos encapuzados e armados invadiram a residência e, simulando um assalto, mataram a vítima.
O crime aconteceu por volta da 1h. Inicialmente, uma das filhas de José Célio sustentou a versão de que estava dormindo e, ao levantar, se deparou com o criminoso, que a empurrou para o banheiro e exigiu que ficasse calada. Menos de dois meses depois, a Polícia Civil prendeu as três primeiras pessoas envolvidas e chegou à conclusão de que o crime foi motivado por questões familiares.
O último dos oito envolvidos foi preso em janeiro de 2021.

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