Por Thiago Moraes
O prazer de ir à biblioteca das escolas Norma Mônica Sabel e Angélica Costa tem tomado conta dos alunos dos educandários. ?Não venho por obrigação, venho porque gosto de estar aqui?, conta Anita Gandolfi da Silva, estudante de 12 anos do 6º ano e apaixonada por livros cujas temáticas envolvam poesias, aventuras e gibis.
Amigos de turma, Yuri Bucker, 14 anos, e João José Soares Ferreira, 13, não só curtem suas páginas nas redes sociais, mas são ávidos curtidores de livros do espaço recém-reformado da escola Norma Mônica Sabel. ?Temas como suspense, terror e aventura têm me motivado a ler pelo simples fato de ter prazer na história contada?, conta Yuri.
Concentradas e na maior parte do tempo em silêncio. Assim ficam as amigas do 8º ano Nicole Corlatti, Hemily Morais e Crislaine Aparecida quando estão com olhos vidrados nas páginas impressas dos títulos de romances e de terror que leem. ?Os professores e educadores da biblioteca têm incentivado muito a leitura. Tenho criado o hábito de leitura não só na escola como também em casa?, declara Nicole.
Entre os cerca de 12 mil títulos à disposição, os colegas do 6ª ano Celso Ireno Coxe Junior e Mateus Iury Haverty não têm dúvida de qual exemplar escolher quando entram na biblioteca. ?É o Bat Pat: Bruxas à Meia Noite! Adoro este morcego medroso que conta histórias misteriosas?, conta Celso.
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O impresso
Com base na campanha e na Lei federal ?Eu Quero Minha Biblioteca?, que diz que até 2020 todas as instituições de ensino brasileiras públicas e privadas deverão ter uma biblioteca, Gaspar tem se antecipado e hoje conta com biblioteca em todos os educandários da esfera municipal. Uma realidade diferente da do Brasil, onde até 2011 apenas 33,7% das escolas tinham biblioteca segundo levantamento do Todos pela Educação.
Mariângela Melo é agente de biblioteca da Norma Mônica Sabel. Fascinada por literatura e focada no incentivo à leitura aos estudantes, ela observa que os livros impressos estão recebendo o devido investimento após o estouro da era digital. ?Um fator importante é a adequação literária do Ministério da Educação e da secretaria do município na escolha das obras. Ficar atento ao gosto dos estudantes é essencial para melhorar nossos índices de resultado de leitura. Temos na escola um espaço otimizado e ampliado para gerar o prazer em ler nos alunos?, comenta.
De acordo com a bibliotecária Nilzete Reis, as crianças são mais fáceis de reeducar e de se obter o gosto pela leitura. Já os adolescentes são mais radicais, no sentido de gostarem ou não do hábito da ler. ?Temos a opção em nossa biblioteca de o estudante levar dois exemplares. O prazo para entrega ou renovação é de 15 dias. A ida à biblioteca é uma aula já introduzida no cronograma pedagógico, e as professoras levam os livros à sala de aula para incentivar ainda mais a leitura?, pontua Nilzete.
Para o secretário de educação, Neivaldo da Silva, o trabalho tem sido recompensador a cada ano letivo. ?Estamos felizes com o resultado. Periodicamente temos ampliado e modernizado os espaços. Estamos informatizando os sistemas das bibliotecas escolares e atualizando os acervos. O progresso de leitura precisa evoluir cada vez mais?, acentua.
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