
Após duas semanas de recesso, os vereadores de Gaspar se preparam para retomar as sessões ordinárias na próxima terça-feira, dia 5. A pausa de 15 dias em julho fez com que nos dias 22 e 29 não tivessem atividades no plenário. Na tarde da terça-feira desta semana, no tradicional horário da sessão, apenas seis dos 15 vereadores estavam nos gabinetes. Os demais, segundo os assessores, estavam envolvidos em visitas ou reuniões em outros locais.
O presidente da Câmara de Gaspar, Marcelo Brick (PSD), reafirma ser contra o recesso, mas sustenta que o intervalo hoje é necessário para conseguir cumprir os prazos de férias e licenças dos servidores sem comprometer o cronograma das sessões, já que a equipe atual é considerada reduzida. ?Por querer acabar com o recesso é que estamos trabalhando para a realização do concurso público, para contratação de efetivos que vão adequar o quadro de servidores da Câmara, podendo eliminar esse recesso do meio do ano?, argumenta.
Nesta quarta-feira, os vereadores participaram de uma reunião que apresentou os resultados do estudo feito por uma comissão para a realização do concurso público. O relatório apontou a necessidade de contratação de cinco profissionais. Apesar de se manifestarem contra o recesso, Brick e outros vereadores afirmam que a não realização de sessões nas duas últimas semanas não trouxe prejuízos à comunidade. ?Fizemos um esforço nas últimas sessões antes do recesso para não deixar nenhuma votação pendente para esse período. Além disso, posso afirmar que para mim a única mudança foi não termos as deliberações das sessões de terça-feira, porque continuamos fazendo visitas à comunidade e atendendo os eleitores no gabinete?, defende.
Projeto
Um projeto de emenda à lei orgânica rejeitado no ano passado foi reapresentado este ano para tentar acabar com o recesso de julho na Câmara de Gaspar. Com autoria conjunta dos vereadores Ciro Quintino, Ivete Mafra Hammes, Jaime Kirchner e Marli Iracema Sontag, todos do PMDB, e Luís Carlos Spengler Filho, o Lu (PP), o projeto no momento ainda está aguardando avaliação da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação. A ideia é de que o assunto só seja levado adiante após a anexação do resultado dos estudos sobre o concurso público.
Edição 1610
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