
Uma história triste e que deixa um alerta: maltratar animais é crime e prevê como pena detenção de três meses a um ano e multa, de acordo com a Lei nº 9.605/98. Além disso, a Lei é claro: "A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre a morte do animal".
Um caso de maus-tratos deixou os alunos e a professora Eliz Fagundes em choque. Tudo aconteceu em Ilhota, na vizinhança da Escola Valério Gomes, localizada no bairro Pedra de Amolar. Em determinado momento da aula, os alunos ouviram um cão chorar e a professora foi atrás do som. Nesse momento, ela se deparou com uma triste cena: em uma casa vizinha à escola, um cachorro da raça labrador estava preso, em péssimas condições. Ele estava sujo de fezes, com feridas abertas e bichos na pele e chorava de dor.
Diante da situação, a professora pediu ajuda para a vereadora Renata Narciso, de Itajaí, que atua na causa animal, e recebeu auxílio dos protetores Ana Paula Machado, Acácio Ramos e Paulo Roberto Westphal, que acionaram a Polícia Militar para resgatar o cão.
Conforme relato da dona do animal, o cachorro não foi levado ao médico veterinário por falta de condições financeiras. Porém, de acordo com a protetora Ana Paula, foi constatado que o cão tinha aproximadamente 12 anos e sempre viveu preso.
Depois de resgatado, o cão foi levado para uma clínica veterinária, onde recebeu todos os atendimentos necessários. "Foi feito de tudo: tiraram os bichos, deram adrenalina e colocaram no soro”, detalha a protetora. Os cuidados, porém, chegaram tarde e o cão faleceu devido infecções generalizadas de muito tempo. "Pelo menos conseguimos dar 30 minutos de paz pra ele", diz Ana Paula, emocionada.
De acordo com o laudo veterinário, o cão sofria sem tratamento há cerca de seis meses.
A protetora Ana Paula garante que vai levar o caso a diante. "Essas pessoas sempre dizem que tem problemas psicológicos, mas a dona foi negligente e vai responder por negligência, maus tratos e abando de guarda. Eu não vou descansar enquanto não levar o caso para a promotoria e ver ela pagando pelo crime".
Denúncias de maus-tratos ou abandono podem ser feitas através de Boletim de Ocorrência na delegacia, no Ministério Público, secretarias do Meio Ambiente municipais ou estaduais ou no Ibama, em caso de animais selvagens e silvestres.
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