
Juntos há quase cinco anos, Maria Eduarda da Silva e Lucas Freitas, de 23 e 24 anos, estão seguindo o isolamento social à risca. Acostumados a ser encontrar todo fim de semana, passaram o último mês cada um em sua casa, sem qualquer contato físico. Conviver com a saudade faz parte da rotina e o casal de publicitários não pretende quebrar a quarentena.
De acordo com a jovem, a decisão foi tomada em conjunto, em respeito às demais pessoas com quem eles convivem. “Eu moro no bairro Sete de Setembro [em Gaspar] e tenho contato com três idosos. Ele vive em Blumenau, segunda cidade com mais casos confirmados no estado. Achamos melhor cada um ficar na sua casa para proteger nossas famílias”.
Apesar de longe fisicamente, o casal segue bem próximo pelas redes sociais. Eles utilizam o WhatsApp para conversar ao longo da semana e, nos sábados e domingos, dias que costumavam se ver, optam pela chamada de vídeo no FaceTime. A saudade não cessa, mas ameniza quando podem se olhar nos olhos e ouvir a voz um do outro.
A maior angústia dos namorados está em torno dotempo que ainda podem ter que ficar afastados. “O pior de tudo é que não sabemos quando isso vai acabar e, consequentemente, nos ver de novo. Sempre que bate a saudade, focamos na saúde e família. É a nossa prioridade no momento”, comenta Maria Eduarda.

Em meio à pandemia, o namoro de Camila Gaboardi e Leonardo da Rocha também passa por algumas restrições para respeitar a quarentena. Eles têm 23 e 24 anos, moram nos bairros Santa Terezinha e Figueira, respectivamente, e estão juntos há quatro anos. Como em todo relacionamento saudável, a decisão de se distanciarem por um tempo foi tomada pelos dois.
Conforme explica Camila, a intenção do casal é cumprir as orientações das autoridades para que, o mais rápido possível, possam voltar a se ver. “Optamos em nos afastar por determinado período de tempo pelo medo que estávamos sentindo, para a proteção de nossa família e também para evitar a propagação da doença”.
Para tentar matar a saudade, os namorados usam a tecnologia a seu favor. “Conversamos através de mensagens e chamadas de vídeo. As estratégias têm sido muito úteis nesse momento”, conta a jovem formada em Comércio Exterior.
Para Camila, o início do distanciamento foi a parte mais intensa do período de afastamento. “A nossa rotina mudou de uma hora para outra. Confesso que no começo foi difícil. Mas, é tudo questão de adaptação”, diz. O uso das ferramentas virtuais diminui o impacto do casal durante o período que vão passar cada um em sua casa.
Ela ressalta que a situação é delicada. “Com tantas incertezas, nossos sentimentos ficam à flor da pele, tudo contribui para complicar o cenário”.
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