Coluna Chumbo - por Gilberto Schmitt
As atividades do aniversário de Gaspar iniciaram nessa sexta-feira, 4 de março, com uma solenidade na Praça Getúlio Vargas. O que salta aos olhos de qualquer cidadão com o mínimo de dever cívico é o constrangimento da abertura oficial dos atos comemorativos do município, que contou com nada menos do que aproximadamente 60 espectadores, entre eles servidores da prefeitura, crianças e professore de escolas.
Faltou maior mobilização, divulgação, atrativos, isto é, inteligência de marketing publicitário, seja via panfletos, anúncios ou rede social.
O evento com baixo quórum do governo do PT de Gaspar contrasta com a multidão de comentários e de repercussão da ação da Polícia Federal realizada na manhã desta sexta-feira, dia 4, onde a 24ª fase da Operação Lava Jato “visitou educadamente”o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa fase da operação, batizada de Aletheia, apura se empreiteiras e o pecuarista José Carlos Bumlai favoreceram Lula por meio do sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá. O ex-presidente Lula foi levado para o aeroporto de Congonhas, onde presta depoimento à Polícia Federal.
Aliás, parece que o governo petista em Gaspar não queria fazer um evento de abertura do aniversário da cidade com a presença maciça da comunidade. Ou então, sabendo da possível baixa adesão, deveria ficar nos gabinetes do prédio do Executivo.
A queda de Lula, que, ressalte-se, nem de longe pode ser considerada definitiva, e a abertura da solenidade de aniversário de Gaspar, são cenas patéticas que deflagram sintomas irrevogáveis de um partido, PT, que não soube lamber suas próprias feridas para poder superar crises que parecem, hoje, ser intermináveis.

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).