A duplicação da BR-470 completa dois anos da assinatura da ordem de serviço nesse sábado, dia 18 de julho, com ritmos absolutamente distintos. Nos lotes 3 e 4, os primeiros a receberem a permissão para as obras, não há máquinas na pista há sete meses. A continuação dos trabalhos depende da realização do primeiro mutirão para desapropriações, que deve chegar a um acordo com os proprietários de 114 imóveis que ficam às margens da rodovia. O mutirão, que já esteve previsto para ocorrer em março e em junho, agora tem como estimativa de prazo o mês de setembro. Segundo a assessoria do Dnit/SC em Florianópolis, o agendamento depende da Justiça, mas os valores, cerca de R$ 26 milhões, já estariam disponíveis. Somente a partir daí é que as obras devem ser retomadas nos lotes 3 e 4, que vão do bairro Belchior Central, em Gaspar, até Indaial.
Curiosamente, o lote 2, entre Gaspar e Ilhota, considerado o mais problemático antes do início das obras e último a receber ordem de serviço, continua em ritmo intenso, juntamente com o lote 1, entre Ilhota e Navegantes.
Segundo o Dnit, os trabalhos seguem dentro do cronograma e se concentram em terraplanagem e drenagens, mas a evolução nos cortes de morros e aterros às margens da rodovia é perceptível a quem passa pelo local. O prazo de contrato para a conclusão é de quatro anos após o início das obras.
Edição: 1705
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