
Moradores e turistas das cidades litorâneas de Santa Catarina estão sofrendo com a falta de água.
Em Florianópolis, quem está em Jurerê, Sambaqui e do Monte Verde reclama. A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) disse que não há desabastecimento. Porém, por causa do alto consumo, o fornecimento fica intermitente em alguns momentos.
Em Governador Celso Ramos, desde 22 de dezembro moradores da Praia de Palmas se queixam da falta de água. Alguns prédios fazem racionamento e moradores são obrigados a recorrer a carros-pipa.
A pior situação é no Litoral Norte. Em Penha, moradores chegaram a realizar um protesto na quinta-feira, dia 2 de janeiro, em frente à concessionária de água. Há uma semana eles sofrem com a escassez.
A concessionária Águas de Penha reconheceu que os investimentos em 2019 apenas amenizaram o problema do desabastecimento e disse que este ano segue à disposição para resolver o problema.
O rompimento de uma adutora afeta o abastecimento em Bombinhas. A concessionária informou que o problema foi identificado nesta quinta, dia 2, na região de Tijucas, na Grande Florianópolis. Por causa do rompimento, o município passará por baixas pressões e dificuldades no abastecimento nesta quinta.
Segundo a Águas de Bombinhas, equipes atuam no local e a previsão é de que os trabalhos sejam feitos nesta sexta, dia 3. Como há muitos visitantes na cidade, o abastecimento deve ser 100% normalizado durante a noite à sexta.
Em Balneário Camboriú e Camboriú, a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) descartou a possibilidade de racionamento ou rodízio de água porque choveu e o nível do Rio Camboriú, que abastece as cidades, voltou ao normal.
Os chuveiros da Praia Central de Balneário Camboriú voltaram a funcionar nesta quinta, dia 2, segundo a prefeitura.
Mesmo assim, a Emasa pede que a população economize água. Agora, a empresa, juntamente com a Polícia Militar Ambiental, tentar combater as barragens ilegais feitas no rio com pneus e argila. Foi feito boletim de ocorrência.
No Norte do estado, a situação mais crítica é São Francisco do Sul. Os locais mais afetados são balneários, como a Enseada e a Prainha.
Há pelo menos três dias a população sofre com o desabastecimento. A companhia de água do município não informou quantas unidades consumidoras estão com o fornecimento comprometido, mas disse que a principal causa da falta d'água é a estiagem.
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