Por Thiago Moraes
Embora tenha acumulado nos últimos anos resultados positivos no combate à dengue, a Vigilância Ambiental de Gaspar tem redobrado a atenção às medidas preventivas na cidade e aos eventuais focos da doença em cidades próximas ao município.
Responsável da Vigilância Ambiental e do Programa de Proteção à Dengue de Gaspar, Alcídio Rodolfo da Silva reforça a importância de a população não baixar a guarda quanto à origem do foco da doença. ?Nunca é demais relembrar que fatores preventivos é que têm trazido ótimos resultados na não incidência da doença em Gaspar. No entanto, em nossas vistorias quinzenais ainda temos encontrado em alguns comércios de ferro-velho equipamentos e pneus expostos ao tempo. As empresas devem se adequar o quanto antes às novas exigências da lei municipal, que exige o armanezamento adequado dos materiais?, pressiona Alcídio. ?No Cemitério Municipal encontramos com certa frequência vasos de flores com água parada?, complementa.
Neste ano não houve registro confirmado de dengue em Gaspar. Em 2013, apenas dois focos do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença, foram encontrados. Um no bairro Poço Grande e outro no Belchior Central. O Programa de Proteção à Dengue realiza vistorias quinzenais em pontos estratégicos do município. ?O cuidado com os focos do mosquito originados em cidades vizinhas, como Blumenau e Itajaí, também detém a nossa atenção. Em comparação com 2013, neste ano em Santa Catarina houve um aumento considerável de focos da doença?, observa Alcídio, que ressalta que as temperaturas mais baixas não devem servir de pretexto para a população diminuir a preocupação com a doença. ?O mosquito da dengue é mais resistente ao frio do que o pernilongo comum. O combate à dengue tem que ser feito todo dia, o ano todo?, alerta.
Donas de casa se previnem e orientam vizinhas
Em Gaspar, as famílias têm colaborado na prevenção da dengue. A dona de casa
Vanusa Amaral, moradora do bairro Coloninha, tem atenção especial à limpeza da parte externa de casa. ?Quando percebo algum acúmulo de água em qualquer lugar do terreno ajo imediatamente. Prevenir é melhor do que remediar?, conta.
A aposentada Clotilde Maria Schmitt, 59 anos, além de tomar os devidos cuidados em sua residência, tem procurado orientar as vizinhas e amigas sobre a importância de atitudes de combate à doença. ?Não basta somente fazer o trabalho de limpeza em casa, é necessário instruir a nossa vizinhança e as pessoas que conhecemos sobre como evitar a proliferação da dengue?, afirma Clotilde.
Cenários
No Brasil, em 2013, houve aproximadamente 200 mil casos de dengue. Em 2014 já foram mais de 400 mil notificações. De acordo com a Secretaria de Saúde de Santa Catarina, o mês de agosto representou a sexta queda consecutiva da reprodução do mosquito. Até agosto deste ano, foram confirmados 56 casos de dengue no Estado e 510 registros de suspeita da doença, sem confirmação. Houve um caso de suspeita em Gaspar.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, o descuidado com caixa d?água lidera o ranking dos mais de 4000 mil registros de foco do mosquito em 2014. Pequenos depósitos móveis e fixos, além de pneus e outros materiais rodantes aparecem no início da lista. A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa.
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