Como estão os projetos dos novos postos de saúde? - Jornal Cruzeiro do Vale

Como estão os projetos dos novos postos de saúde?

14/10/2015
Como estão os projetos dos novos postos de saúde?

Os três novos postos de saúde prometidos pela atual administração para Gaspar começaram a sair do papel nos últimos meses. A unidade do bairro Gasparinho, que ficará em um loteamento próximo à rua Manoel Pedra e deverá atender cerca de 6 mil pessoas, teve a ordem de serviço assinada no dia 8 de setembro e as obras iniciadas na semana seguinte. O posto terá 302,63 metros quadrados de área total e o investimento está orçado em R$ 848 mil - R$ 408 mil do governo federal e R$ 440 mil com recursos do município.

Outra unidade de saúde que teve movimentação recente foi a do bairro Poço Grande. No final de setembro, foi realizada a abertura de propostas para a construção do posto, que ficará em um terreno próximo ao CDI Francisco Mastella. No entanto, na última quinta-feira, dia 8, foi divulgada uma ata de reconsideração, inabilitando a empresa vencedora, Al Certa, por não ter cumprido exigências de comprovação técnica do edital. Com isso, foi aberto um prazo de cinco dias úteis para que a empresa recorra. Se não houver recurso, a segunda colocada, a construtora Arruda, poderá ser habilitada.

Para a construção do ESF do Poço Grande, o governo federal deve repassar o valor de R$ 408 mil, pouco menos da metade do valor orçado para o posto, cerca de R$ 900 mil. No entanto, o prazo inicial para aproveitamento dos recursos era fim de agosto. “O Tribunal de Contas da União, TCU, recomendou que o Ministério da Saúde fizesse contato com os municípios para justificar os atrasos. Em função disso, o município já preparou uma justificativa sobre esse atraso, que no nosso caso aconteceu pela dificuldade de encontrar e liberar o terreno para construção”, explica o secretário de Saúde, Cleones Hostins.

A terceira unidade de saúde fica no loteamento da BR-470, no bairro Margem Esquerda. A unidade de saúde terá 288,22 metros quadrados, deve atender cerca de 4 mil moradores e começou a ser construída em junho. No entanto, as obras foram interrompidas no fim de setembro. O motivo seria um problema administrativo envolvendo a empresa responsável em outra obra pública do município. O investimento total da obra é de aproximadamente R$600 mil. Deste valor, R$400 mil é recurso do Governo Federal e, em contrapartida, a prefeitura investiu R$200 mil.

Reunião com moradores dos bairros Coloninha e Gaspar Grande

Na sexta-feira da última semana, dia 9, moradores do bairro Coloninha estiveram reunidos com a Secretaria de Saúde para entregar um abaixo-assinado cobrando a construção de uma nova unidade no local. Outra reivindicação da comunidade era o retorno de uma profissional médica que atuava na equipe de ESF da localidade e havia sido transferida para o Barracão. Após conversar com a comunidade, a Secretaria de Saúde decidiu trazer de volta a profissional solicitada pelos pacientes e agendar uma nova reunião para janeiro do próximo ano, para discutir o que foi feito e possibilidades de um novo posto no local. No entanto, segundo o secretário, são baixas as chances de uma nova unidade ser construída em curto prazo no local. “Estamos em um momento conturbado financeiramente no cenário nacional, temos valores a receber da União e do Estado, o que faz o município manter com recursos próprios uma série de serviços, então falar em assumir uma construção de um novo posto com recursos próprios é bastante complicado”, ressalta o secretário Cleones.

Na quarta-feira, dia 14, completou um mês que os pacientes do Coloninha estão sendo atendidos na unidade de saúde do bairro Poço Grande. O secretário lembra que o espaço físico não permitia mais que o atendimento continuasse a ocorrer no Centro e ressalta que foram procurados imóveis no Coloninha para abrigar uma unidade, mas que não foi encontrado o local ideal. Nesses primeiros 30 dias, segundo Cleones, não houve queda de atendimentos nem nos pacientes do Gaspar Grande, nem nos da Coloninha. Com isso, a mudança deve ser mantida pelo município. Queixas como dificuldade de transporte coletivo em direção à unidade do Gaspar Grande foram levadas pelos moradores à Secretaria de Saúde e devem ser avaliadas. “Infelizmente, essas situações de contrafluxo surgiram com a abertura da policlínica, devem acontecer também com a unidade da Margem Esquerda e vão ser superadas”, ressalta.

 

Edição 1720

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