Uma pequena queda de energia elétrica durante a madrugada fez os presentes no velório de Gentil Francisco da Costa perceberem que a Casa Mortuária Bom Pastor está com diversas irregularidades.
No local não há saídas e luzes de emergência, e o Alvará Sanitário e o extintor de incêndio estão vencidos. Além disso, o botijão de gás da cozinha está do lado de dentro da construção.
Quem notou as irregularidades foi Anildo José Dutra, popularmente conhecido como Graya, que estava presente no local na madrugada de segunda para terça-feira, 3.
O homem que estava sendo velado era como um pai para Graya, e por isso ele estava na Casa Mortuária no momento em que as luzes começaram a piscar. Visto que não havia luzes e saída de emergência, ele conferiu outros itens essenciais para que se consiga a licença para funcionamento. Ele viu que a condição estava irregular e foi reclamar com a pessoa responsável que estava no local e a resposta que obteve foi ?isto não é necessário, porque nunca ninguém reclamou?.
A equipe do Jornal Cruzeiro do Vale esteve no local para verificar a situação e pode confirmar que não há saídas e luzes de emergência, o bujão de gás está do lado de dentro da construção, o extintor está lá desde 2004, com um prazo de validade que venceu no ano passado e o alvará sanitário que está exposto no local, conforme manda a lei, é do ano de 2004, e nele está escrito que o ano de vencimento é de 2005.
Gilberto Francisco da Costa, filho de Gentil, ficou indignado com estes fatos. ?Quando se precisa abrir uma empresa ou organizar qualquer evento, os bombeiros cobram que esteja tudo regular e um local público, pode ficar numa situação dessas? A fiscalização deve ser igual para todos?, recomenda.
Gilberto acrescenta que não é difícil tornar as condições regulares, uma vez que há apenas uma casa mortuária em Gaspar, e que caso aconteça uma queda grande de energia e um ou algum problema com o gás, acidentes podem acontecer.
Fiscalização
O Corpo de Bombeiros Militar de Gaspar declarou que não possui efetivo para fiscalizar o funcionamento de todos os locais anualmente. ?Há uma deficiência na vistoria da manutenção por falta de efetivo. Mantemos só o que é provocado, como um evento que vai acontecer, uma empresa que muda de nome, entre outros casos?, explica o tenente Fragas. A responsabilidade de fazer a manutenção é da Secretaria de Obras, que se pronunciou através da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Gaspar, dizendo que irá vistoriar a casa mortuária e fazer as manutenções que forem necessárias.
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