O Conselho de Administração do hospital de Gaspar, que gerenciava a instituição hospitalar até a intervenção da Prefeitura, na semana passada, irá se reunir nesta quarta-feira, dia 4, para definir quais serão as direções depois de receber uma resposta desfavorável da Justiça para a liminar solicitada na semana passada. Na tarde da última sexta-feira, 30, já havia ocorrido uma reunião em que os conselheiros analisaram o decreto da Prefeitura. Neste encontro, porém, os conselheiros da antiga administração não tinham conhecimento da decisão do juiz, que foi expedida no início da noite de sexta.
De acordo com o vice-presidente do Conselho de Administração do hospital de Gaspar, Rogério Alves de Andrade, embora haja a necessidade de confirmação dos conselheiros sobre novas ações na Justiça contra a intervenção do município, ele acredita que possivelmente haverá uma ação judicial recorrendo do indeferimento da liminar, além de outras ações jurídicas. ?O hospital é uma instituição privada que presta serviço para entidades públicas e privadas. A medida da prefeitura foi arbitrária ao invadir uma entidade privada?, reafirmou.
Liminar negada
Na sexta-feira, o juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges indeferiu o pedido de liminar do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Com isso, o decreto da Prefeitura que permitiu a intervenção do Executivo nas instalações físicas do hospital de Gaspar continua valendo. Segundo o magistrado, o município teve base para intervir no hospital pelo fato de o decreto consistir em um instituto jurídico restritivo ao direito de propriedade previsto pela Constituição Federal, que autoriza o Poder Público quando necessário a utilização de bens imóveis, móveis e serviços particulares, em caso de iminente perigo público, mediante indenização posterior, se houver dano. ?Não procede a alegação do demandante de que o município não teria competência para execução do ato requisitório? afirmou o juiz na decisão.
Procurado pela reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale, o advogado contratado pelo hospital de Gaspar não quis se manifestar sobre a decisão e os argumentos usados pelo magistrado Raphael de Oliveira e Silva Borges. Ele afirma ainda que irá recorrer da decisão do juiz caso os membros do Conselho de Administração venham a fazer esta solicitação.
Fabiano Amorim, um dos gestores responsáveis do hospital de Gaspar, da empresa Amorim & Associados ? Consultoria e Saúde, que tem operacionalizado a gestão do hospital após a intervenção do Executivo, avisa que todos os serviços do hospital estão funcionando normalmente. ?Todos os serviços estão em funcionamento. Creio que a oficialização da gestão plena da saúde conseguida pelo município irá facilitar e agilizar a administração do hospital, pois quem irá fazer os repasses das contratualizações será a própria Prefeitura?, afirma Fabiano.
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Justiça nega liminar ao hospital e intervenção continua
O juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges não concedeu a liminar solicitada pelo Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A resposta foi publicada na noite desta sexta-feira, dia 30. Com o indeferimento do pedido feito na quarta-feira, o decreto da Prefeitura que permitiu a intervenção do Poder Executivo nas instalações físicas do hospital de Gaspar continua valendo.
Argumentos como a dependência do hospital com relação à verba municipal para a sua sobrevivência, conforme, segundo o magistrado, citado pelo próprio hospital nos meios de comunicação da região, e dificuldades financeiras em pagamentos com fornecedores foram citadas na sentença do magistrado.
?Tendo o feito principal sido julgado improcedente e não havendo nenhuma medida liminar que pudesse ser mantida com vistas a obstar a execução, é impossível a concessão da medida cautelar?, decreta o juiz.
Edição 1593
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Um pedido de liminar contra o decreto da Prefeitura que permitiu a intervenção do Poder Executivo nas instalações físicas do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro chegou à mesa do juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges ainda nesta quarta-feira, por volta das 19h. Antes de analisar o pedido de liminar do hospital, o magistrado determinou a realização de vistoria na instituição hospitalar com o objetivo de checar qual é o real estado de todas as atividades médicas.
De acordo com a assessoria jurídica do magistrado, o oficial de justiça já retornou com as informações requisitadas pelo juiz. A vistoria não apresentou risco iminente em itens como atendimento hospitalar à população. A ação judicial foi encaminhada ao Ministério Público para que o MP fizesse as considerações no processo.
Nesta quinta-feira, o MP já fez suas considerações e a liminar já retornou à mesa do juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges, que tem até cinco dias corridos para dar um parecer sobre a solicitação de liminar da instituição hospitalar. Caso haja um parecer favorável do juiz em favor do hospital, o decreto deixaria de valer.
Com relação à outra solicitação de liminar do hospital, entregue à Justiça no dia 22 de maio, o processo também já está na mesa do magistrado para ser analisado e respondido em até cinco dias corridos. Nesta liminar, o hospital pede uma nova decisão judicial para que o que o município continue repassando os valores referentes ao convênio que mantinha com a instituição até dezembro do ano passado.
Intervenção da prefeitura
Nessa quarta-feira, após a publicação do decreto pelo prefeito Pedro Celso Zuchi, integrantes do chamado Conselho de Intervenção, nomeado pelo Executivo, estiveram na instituição hospitalar para fazer a vistoria nos bens do hospital e para pegar todas as chaves da entidade. Durante a ação houve inclusive troca de fechaduras nas portas do hospital.
A requisição do hospital irá vigorar por até seis meses, contados da vigência do decreto, podendo cessar antes de seu termo final ou ainda ser prorrogado por períodos sucessivos. A Comissão de Intervenção já se reuniu e definiu a nomeação de uma empresa de Brusque para efetuar a gestão operacional do hospital.
Prefeitura intervém no hospital por meio de Decreto
Após a publicação do decreto no Diário Oficial da União por volta das 16h, que diz respeito a uma intervenção do poder Executivo no hospital de Gaspar, alguns dos integrantes do chamado Conselho de Intervenção, nomeado pelo Executivo, formado por cidadãos da sociedade civil, sendo José Eduardo de Souza, da Acig, o presidente, estiveram por volta das 17h na instituição hospitalar para validar o decreto e já assumir a gestão administrativa e operacional do hospital.
A requisição do hospital irá vigorar por até seis meses, contados da vigência do decreto, podendo cessar antes de seu termo final ou, ainda ser prorrogado por períodos sucessivos.
A Comissão de Intervenção já está com a posse das chaves do hospital. Além de Márcia Cansian e o empresário José Eduardo de Souza, da Acig, o médico do hospital Ricardo Alexandre Freitas, e mais integrantes da sociedade civil Adilson Carlos Avosani e Anderson Schramm fazem parte da comissão. ?No momento não haverá nenhum diretor-geral, e sim a comissão decidirá e encaminhará os assuntos durante seis meses. A Comissão de Intervenção já se reuniu e definiu a nomeação da empresa Amorim & Associados ? Consultoria e Saúde para efetuar a gestão operacional do hospital. O próximo passo será a contratação de uma auditoria a fim de que seja verificada a real situação da entidade hospitalar. Os recursos do SUS estão sob responsabilidade do município, o que deu base para a solicitação deste Decreto", conta Márcia Cansian.
Posição do hospital
Em contato na manhã de hoje com a reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale, o presidente do Conselho de Administração do hospital, Sérgio Roberto Waldrich, havia afirmado que novos conselheiros tomaram posse no Conselho de Administração do hospital. Na ocasião, ficou encaminhado que medidas sobre a não renovação do convênio com o município serão tomadas durante esta semana. ?Estamos recebendo assessoria de nosso departamento jurídico para tomar as medidas cabíveis quanto a tudo que envolve a não renovação do convênio de prestação de serviço de pronto atendimento ao município. O problema está com o Executivo. Se o Executivo quer que o hospital continue prestando este serviço, precisa firmar o novo convênio e pagar por ele. Não vamos entregar a gestão do hospital ao município em hipótese alguma?, reafirmou Waldrich, que continua na presidência do Conselho de Administração do hospital de Gaspar.
Até o final desta tarde e o início da noite, tanto Sérgio Roberto Waldrich como o advogados do hospital não foram encontrados pela equipe de reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale para dar as versões e as providências do hospital mediante o decreto.
Edição 1592
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O impasse entre Prefeitura de Gaspar e Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teve mais um desdobramento nesta quarta-feira à tarde, dia 28. Em nota à imprensa, Executivo anunciou que o Prefeito de Gaspar, Pedro Celso Zuchi, assinou o decreto nº 5.955 que diz respeito a uma intervenção do hospital de Gaspar, requisitando todas as instalações da entidade, que compreende toda a construção, instalações físicas, instalações do laboratório, equipamentos médicos/cirúrgicos e de exames, recursos humanos e demais equipamentos, além de objetos e itens que façam parte do regular e efetivo funcionamento da instituição hospital.
?A medida foi tomada depois de o Município de Gaspar ter protocolado no dia 16 de maio um ofício que solicitava a requisição dos serviços, bens móveis e imóveis da instituição hospitalar e que foi negado pelo Conselho Administrativo do hospital?, diz a nota da prefeitura.
Comissão de intervenção
Segundo o Executivo, com este decreto, que já foi publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira, dia 28, a Prefeitura nomeia uma Comissão de Intervenção, formada por cinco membros da sociedade civil que tomarão as decisões referentes ao hospital. São eles: Márcia Adriana Cansian, Anderson Schramm, Ricardo Alexandre Freitas, José Eduardo de Souza e Adilson Carlos Avosani. De acordo com a nota publicada pela prefeitura nesta tarde, a Comissão de Intervenção já se reuniu e definiu a nomeação da empresa Amorim & Associados ? Consultoria e Saúde para efetuar a gestão operacional do hospital.
?O próximo passo será a contratação de uma auditoria a fim de que seja verificada a real situação da entidade hospitalar.Aos colaboradores do hospital, esta ação não significa rescisão automática dos contratos de trabalho dos funcionários da entidade?, observa a nota do Executivo.
Posição do hospital
Em contato na manhã de hoje com a reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale, o presidente do Conselho de Administração do hospital, Sérgio Roberto Waldrich, disse que na reunião do conselho dessa terça-feira novos conselheiros tomaram posse no Conselho de Administração do hospital.
Na ocasião, ficou encaminhado que medidas sobre a não renovação do convênio com o município serão tomadas durante esta semana. ?Estamos recebendo assessoria de nosso departamento jurídico para tomar as medidas cabíveis quanto a tudo que envolve a não renovação do convênio de prestação de serviço de pronto atendimento ao município. O problema está com o Executivo. Se o Executivo quer que o hospital continue prestando este serviço, precisa firmar o novo convênio e pagar por ele. Não vamos entregar a gestão do hospital ao município em hipótese alguma?, reafirmou Waldrich, que continua na presidência do Conselho de Administração do hospital de Gaspar.
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Situação do hospital segue sem desfecho após novas reuniões
O impasse entre Prefeitura de Gaspar e Hospital
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teve sequência com uma nova reunião entre as partes envolvidas nesta terça-feira, dia 27. No encontro, o ponto principal foi a busca de esclarecimentos e soluções para as possíveis irregularidades nas prestações de contas apresentadas pelo hospital e nas escalas de trabalho do corpo clínico da instituição hospitalar apontadas pela Prefeitura.
Na reunião foram entregues documentos complementares pelo departamento financeiro da instituição hospitalar para a Auditoria e Controladoria de Gaspar, que serão avaliados pelo Executivo. ?Está sendo feita uma reanálise dos documentos e um parecer será emitido nesta quinta-feira. No entanto, até que se prove o contrário, a definição é que o hospital terá de devolver os recursos que não tiveram destino comprovado para renovar o convênio, incluindo valores depositados mediante a liminar de fevereiro deste ano?, declarou o diretor-geral de Auditoria e Controladoria de Gaspar, Cleones Hostins.
O diretor financeiro do hospital, Fernando Larson da Silveira, disse não estar autorizado a falar sobre a versão do encontro dessa terça-feira, da Auditoria e Controladoria de Gaspar. ?Até que saia o novo ofício com o parecer da entidade não vou me manifestar?, afirmou Fernando.
Diretora ainda não efetivou a saída
De acordo com o presidente do Conselho de Administração do hospital, Sérgio Roberto Waldrich, na reunião do conselho dessa terça-feira novos conselheiros tomaram posse no Conselho de Administração do hospital. Na ocasião, ficou encaminhado que medidas sobre a não renovação do convênio com o município serão tomadas durante esta semana.
?Estamos recebendo assessoria de nosso departamento jurídico para tomar as medidas cabíveis quanto a tudo que envolve a não renovação do convênio de prestação de serviço de pronto atendimento ao município. O problema está com o Executivo. Se o Executivo quer que o hospital continue prestando este serviço, precisa firmar o novo convênio e pagar por ele. Não vamos entregar a gestão do hospital ao município em hipótese alguma?, reafirmou Waldrich, que continua na presidência do Conselho de Administração do hospital de Gaspar.
Segundo ele, a diretora-administrativa do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Dilene Jahn Mello Santos, que anunciou na segunda-feira que estava de saída da gestão do hospital, ainda não efetivou sua saída da instituição hospitalar. ?Caso ela de fato saia, iremos buscar outro profissional?, confirma Sérgio.
Na segunda-feira, dia 26, uma reunião na Câmara de Vereadores discutiu a situação do hospital. No encontro, uma diversidade de versões da Prefeitura de Gaspar para o impasse que vem impedindo a renovação do convênio municipal e também da instituição de saúde foram expostas ao público.
Edição 1592
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A atual diretora-administrativa do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Dilene Jahn Mello Santos, anunciou nesta segunda-feira que está fora da gestão do hospital. ?Na verdade, a decisão já estava tomada desde dezembro. Prolonguei até onde pude. O fato de eu não ver perspectiva de solução no embate com o município pesou na minha saída, pois todo este processo é muito desgastante. Nestes mais de oito meses de gestão saio com uma consideração extrema pela população de Gaspar, pois foram meses em que o hospital cresceu, tanto em fatores operacionais como na captação de recursos?, frisou Dilene, após a reunião na Câmara de Vereadores que discutiu a situação do hospital.
No encontro onde versões da Prefeitura de Gaspar para o impasse que vem impedindo a renovação do convênio municipal e também o posicionamento da instituição de saúde foram expostos, o próprio presidente do Conselho de Administração do hospital de Gaspar, Sérgio Roberto Waldrich, avisou que foi pego de surpresa com a decisão de Dilene. ?Não sabia da decisão. Nesta terça-feira à tarde novos conselheiros entrarão no Conselho de Administração e encaminhamentos serão tomados sobre quem poderá ser o novo gestor da entidade e quais serão as novas diretrizes?, contou Sérgio.
Reunião do conselho
Segundo Sérgio, na reunião desta terça-feira será colocada em pauta a questão se o hospital de Gaspar vai ou não continuar prestando o serviço de pronto atendimento à comunidade. Há chances, segundo a fala do presidente, de o próprio conselho estipular um prazo para que o município assine o novo convênio. ?O problema está com o Executivo. É o município que deve, baseado na Constituição, prestar o serviço de pronto atendimento à população. O hospital é uma entidade privada e não tem obrigação de trabalhar de graça. Se a Prefeitura quer comprar o hospital ou arrendá-lo, podemos sentar na mesa para negociar?, sublinhou no discurso.
O hospital chegou a solicitar ainda na semana passada uma nova liminar que determine que o município continue repassando os valores referentes ao convênio que mantinha com a instituição hospitalar até dezembro do ano passado. O pedido solicita a renovação da decisão liminar que obrigou o município a realizar os repasses equivalentes aos do convênio anterior até que seja realizado um novo contrato.
Executivo mantém posição
Já na parte final do encontro, o prefeito Pedro Celso Zuchi fez uso da palavra. E foi taxativo. ?No atual cenário não posso e não devo assinar o novo convênio, pois só assinaria se a Auditoria, a Controladoria e a Procuradoria do município me dessem o sinal verde, o que não é o caso, pois há problemas, especialmente, de irregularidades em prestações de contas e de escalas de trabalho de médicos?, apontou Zuchi.
Antes do prefeito, a secretária de Saúde, Márcia Cansian, e o diretor-geral de Auditoria e Controladoria de Gaspar, Cleones Hostins, pautaram principalmente suas considerações nas possíveis irregularidades na prestação de contas do hospital de Gaspar e na ausência de médicos nas escalas de serviço de pronto atendimento da instituição hospitalar. ?Caso o hospital decida por fechar as portas do pronto atendimento à população de Gaspar vamos tomar as medidas legais para que isso seja impedido, pois estamos obstruídos de assinar um novo convênio não porque não queremos, mas porque há problemas apontados pela auditoria e controladoria?, destacou Márcia, na reunião.
O impasse sobre a renovação do convênio entre Prefeitura de Gaspar e Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro irá ganhar um novo capítulo nesta terça-feira, dia 27. Às 9h, está agendada uma reunião entre representantes do município e do hospital, na Câmara de Vereadores. No encontro, o ponto principal será a busca de esclarecimentos e soluções para as possíveis irregularidades nas prestações de contas apresentadas pelo hospital e nas escalas de trabalho do corpo clínico da instituição hospitalar. ?Com mais este diálogo entre as partes, creio que pode ser possível agilizar, quem sabe, a renovação do convênio?, projetou o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Brick, que articulou o encontro desta segunda.
Edição 1591
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Reunião nesta segunda discute impasse sobre hospital de Gaspar
O impasse sobre a renovação do convênio entre Prefeitura de Gaspar e Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deve ganhar um novo capítulo nesta segunda-feira, dia 26. Às 14h, está agendada uma reunião entre representantes do município e do hospital, na Câmara de Vereadores. A intenção, segundo o presidente da Câmara, Marcelo Brick, é buscar esclarecimentos e tentar intermediar um diálogo que facilite a renovação do convênio.
Edição 1591
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Hospital busca nova liminar para repasses
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Hospital rejeita pedido de gestão da Prefeitura
O hospital de Gaspar confirmou na noite desta segunda-feira, dia 19, que não vê fundamentos no desejo da Prefeitura em assumir a gestão da entidade hospitalar. ?Já fui informado oficialmente que o Conselho de Administração do hospital não tem interesse nesta transferência de gestão. Não sei ainda em detalhes o porquê da não aceitação. Nesta terça-feira estarei em viagem, fora de Gaspar, mas na quarta-feira irei sentar com o departamento jurídico do município para traçar qual será nosso posicionamento mediante esta resposta?, afirmou o prefeito Pedro Celso Zuchi.
De acordo com a apuração da reportagem do Cruzeiro do Vale, o hospital de Gaspar irá buscar, se necessário, na Justiça os direitos de entidade privada sem fins lucrativos. Contrária à municipalização da gestão do hospital, a entidade considera que é a própria Prefeitura quem deve decidir se pretende ou não contar com a prestação de serviços do hospital. Entre os argumentos do hospital está ainda o fato de que a Justiça, há poucos meses, determinou que a Prefeitura deveria pagar pelos serviços do hospital ou então oferecê-los por meios próprios, impasse que volta à cena com o fim dos repasses determinados judicialmente. Membros do conselho acreditam que se o Executivo não quiser mais renovar o convênio, o hospital poderia seguir sua vida normalmente em outras áreas como cirurgias, por exemplo.
Requisição de bens e móveis
A Prefeitura de Gaspar já chegou a protocolar no hospital, na sexta-feira, o ofício 150/2014, que solicita a requisição dos serviços, bens móveis e imóveis da instituição hospitalar. Com isso, o município passaria a assumir a administração do hospital. ?O Estatuto Social do Hospital considera que o mesmo trata-se de uma entidade de utilidade pública, e em caso de dissolução ou extinção o patrimônio do hospital reverter-se-á em benefício de uma entidade congênere de idênticas finalidades?, diz a nota à imprensa divulgada pelo Executivo na sexta. ?Prefiro ter um embate jurídico à frente do que ver as portas do hospital fechadas?, assinalou o prefeito, em coletiva à imprensa.
Os principais fatores alegados pelo município seriam a impossibilidade legal de firmar convênio entre Prefeitura e hospital e o risco de a entidade ficar sem recursos financeiros, deixando de prestar atendimento à população. A existência de inadimplência e a ausência de respostas do hospital também são argumentos utilizados pela Prefeitura. ?O total da dívida do hospital com o município já chegou a R$ 4 milhões. Não houve retorno em oito notificações, por exemplo, com relação à prestação de contas ao município?, afirmou a secretária de Saúde, Márcia Cansian.
A reportagem do Cruzeiro do Vale conversou com a diretora-administrativa do hospital logo após o anúncio da Prefeitura de tentar assumir a gestão do hospital, na sexta-feira, 16. Emocionada, em sua sala no hospital de Gaspar, Dilene Jahn Mello Santos destacou primeiramente o avanços internos que o hospital teve nos oito meses de nova gestão. ?O hospital é viável e está pronto para atender. Quero o melhor para a população. Sou uma profissional técnica, que cuida da parte operacional. Nossa equipe hospitalar e de médicos continua atendendo normalmente, focada em superar este momento?, assegura Dilene.
Os pacientes das unidades de saúde ainda estão no aguardo da liberação dos exames de raio-x requisitados via postos de saúde. O impasse entre as secretarias de Saúde de Gaspar e do Estado chegou a ser esclarecido na semana passada, com a definição de que a Secretaria de Estado deveria fazer o pagamento do serviço, em função de uma transferência de gestão. No entanto, de acordo com a secretaria Márcia Cansian, para a efetivação do pagamento para a Olitest ocorrer seria necessário que o hospital de Gaspar encaminhasse uma solicitação de cobrança para a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, SDR. ?Não há novidade sobre a questão dos exames de raio-x?, avisa Márcia Cansian.
A Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, SDR, confirma que não recebeu nenhum ofício com a solicitação de cobrança. ?A Secretária de Saúde de Gaspar precisa enviar esta documentação com consentimento do hospital de Gaspar. Até o momento não recebemos o documento solicitado?, informa a gerente de saúde Joice Barbeta.
De acordo com informações da diretora-geral do hospital de Gaspar, Dilene Jahn Mello dos Santos, até esta segunda-feira, dia 19, a administração do hospital não havia aprovado e encaminhado nenhum pedido para o município ou para a SDR. ?Tenho uma reunião agendada para esta terça-feira com o presidente da prestadora de serviço de exames de imagem para me inteirar sobre o caso?, informou Dilene.
Promessa
Na semana passada, a secretária de Saúde de Gaspar, Márcia Cansian, chegou a ir até Florianópolis para conversar com a diretora de Planejamento, Controle e Avaliação do SUS, Karin Cristine Leopoldo, da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo informações da Prefeitura de Gaspar, após o encontro ficou decidido que o Estado iria resolver a pendência com o Hospital de Gaspar ainda na semana passada. A retomada dos exames de raio-x encaminhados pelas unidades de saúde, de acordo com a Prefeitura, deveria ocorrer a partir dessa segunda-feira, dia 19.
De acordo com o empresário Luís Carlos de Oliveira, da prestadora de serviço Olitest, o serviço prestado só deve ser retomado após a efetivação do pagamento de abril. ?Infelizmente, muitas pessoas têm chegado aqui com a requisição dos postos de saúde e retornado para a casa sem a realização dos exames?, afirma Luís Carlos de Oliveira. Os procedimentos de emergência e de internação, que estão sendo pagos em dia pelo governo estadual, continuam sendo realizados normalmente à população.
Edição 1589
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Prefeitura confirma intenção de assumir gestão do hospital de Gaspar
Após informar via nota à imprensa a pretensão de assumir a administração do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o governo do prefeito Pedro Celso Zuchi fortaleceu a vontade de ter a gestão do hospital em mãos por meio de uma coletiva à imprensa na tarde desta sexta-feira, dia 16. De acordo com o prefeito, não há segurança jurídica para firmar o novo com o hospital devido a uma série de problemas expostos na nota. ?Decidimos, como gestor da saúde pública do município, adotar as medidas para organização do fluxo das pessoas a serem atendidas, evitando que a população fique sem atendimento em um possível fechamento do hospital, haja vista as constantes crises financeiras que passa a entidade hospitalar?, afirmou o prefeito.
A Prefeitura de Gaspar protocolou no hospital o ofício 150/2014, que solicita a requisição dos serviços, bens móveis e imóveis da instituição hospitalar. Com isso, o município passaria a assumir a administração do hospital. ?Ressalto que estamos pensando na população. Prefiro ter um embate jurídico à frente do que ver as portas do hospital fechadas?, alegou.
Principais fatores
Os principais fatores alegados pelo município seriam a impossibilidade legal de firmar convênio entre Prefeitura e hospital, que segundo a nota poderia fazer com que a entidade fique sem recursos e deixe de prestar atendimento à população, a existência de inadimplência do hospital e a ausência de respostas do hospital para as notificações sobre supostas falhas nas prestações de contas recentes do hospital. ?O total da dívida do hospital com o município já chegou a R$ 4 milhões. Não houve retorno em oito notificações, por exemplo, com relação à prestação de contas do hospital ao município?, argumentou a secretária de Saúde Márcia Cansian.
Agora, o Executivo aguarda um posicionamento do hospital de Gaspar no prazo de 72 horas, contadas a partir de segunda-feira.
Conselho deve se posicionar até terça-feira, diz Dilene
A reportagem do Cruzeiro do Vale conversou no final da tarde desta sexta com a diretora-administrativa do hospital, Dilene Jahn Mello Santos, em sua sala no hospital de Gaspar, para buscar um contraponto ao posicionamento do Executivo. Visivelmente emocionada, Dilene pontuou primeiramente sobre o avanço que o hospital teve em seus aspectos internos nestes oito meses da nova gestão. ?O hospital é viável e está pronto para atender a população. Aliás, como tem atendido durante todo este período de minha gestão. Cheguei para administrar a convite também da própria Prefeitura, e agora tenho de passar por situações como esta?, declarou.
Segundo Dilene, uma reunião até terça-feira deve ser marcada entre o conselho curador do hospital para se tomar um posicionamento mediante a atitude da Prefeitura de assumir a gestão do hospital. ?O hospital não é meu. Quero o melhor que for para a população. Sou uma profissional técnica, que cuida da parte operacional. O conselho é que irá buscar um posicionamento, esta decisão foge a minha alçada. Nossa equipe hospitalar e de médicos continuam atendendo normalmente à população. Todos estão focados e prontos para superar este momento de tensão?, declara Dilene.
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