Consulta popular: Grupo busca apoio à reforma política - Jornal Cruzeiro do Vale

Consulta popular: Grupo busca apoio à reforma política

05/09/2014

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Fim das doações de empresas a candidatos, proibição de coligações nas eleições proporcionais, mudança no sistema eleitoral para voto distrital ou em lista. Estes são alguns dos temas da chamada reforma política que ganharam evidência, principalmente depois dos protestos de junho do ano passado. Estas e outras propostas são apontadas como forma de melhorar a política atual, separar os interesses da iniciativa privada da atividade política e buscar mais transparência e eficiência nas administrações públicas.

Para defender estas bandeiras e tentar aumentar o apoio popular a estes assuntos, organizações não governamentais, entidades de classe e movimentos sociais organizam em todo o país, entre os dias 1º e 7 de setembro, um ?plebiscito popular?. A intenção é buscar apoio popular para defender a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para definir uma reforma política alterando leis e também artigos da Constituição Federal. Por lei, plebiscitos só podem ser convocados pelo Congresso. Em função disso, o grupo trabalha com o conceito de ?plebiscito popular?, uma espécie de consulta informal para dar mais visibilidade à causa e buscar mais participação popular sobre o tema.

Em Gaspar, a Pastoral da Juventude se engajou no movimento e organiza a consulta popular. Durante toda a semana, quatro urnas estão disponíveis para quem quiser votar por uma Constituinte exclusiva e soberana. O Dia D da ação será o domingo, 7 de setembro, Dia da Independência, quando quatro urnas serão instaladas na rua São José durante o desfile para que a população possa se posicionar sobre o assunto na consulta.

Thays Wayne Gonçalves, da Pastoral da Juventude de Gaspar, conta que a intenção é garantir que a participação popular no processo político ocorra de forma mais direta. Entre os pontos mais críticos do atual sistema eleitoral ela destaca o formato de financiamento privado e a possibilidade de reeleição permanente no Congresso. ?A reforma política é necessária porque o que estamos vendo no poder é a troca de pessoas, mas a manutenção da mesma realidade. O processo eleitoral acaba engessado pelo sistema eleitoral. Essa movimentação ocorre em setembro também para podermos cobrar dos candidatos comprometimento com essas mudanças?, frisa Thays.

Embora não tenha valor legal, o ?plebiscito popular? é visto como forma de aumentar o apoio da população às propostas. A intenção é obter 10 milhões de votos para então pressionar o Legislativo.

Edição 1620
 

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