O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Alesc, Gelson Merisio, PSD, esteve em Gaspar na noite de quarta-feira, dia 12, para apresentar uma palestra sobre os desafios e as potencialidades econômicas do Estado. Na palestra e em coletiva de imprensa, Merisio falou sobre o cenário político para o próximo ano, a economia nas regiões catarinenses e o bom momento das finanças de SC, que ao lado da Bahia apresentou a melhor projeção de resultados para 2015, com perspectiva de crescimento de 1,5% no Produto Interno Bruto, PIB, mesmo em ano de crise. Confira abaixo alguns destaques da fala do deputado estadual.
Economia em SC
Merisio ressaltou a diferença entre momento de crise no Brasil e bom momento fiscal e até econômico de SC. Segundo ele, o desafio é alongar esse período de maior distância das adversidades e manter em alta receita fiscal e geração de emprego. Para o deputado, a previsão é de um segundo semestre melhor que o primeiro. ?As variações do câmbio e a alta do dólar estão favorecendo economias de algumas regiões, com setores como o madeireiro. O turismo do Litoral também é favorecido com a mudança de planos de quem pensava em viajar para o exterior?, destacou.
Eleições 2016
O presidente da Assembleia informou que a intenção do PSD é ter candidato próprio no maior número de municípios possível e que em Gaspar a orientação é de candidatura própria. Segundo ele, o clima de insatisfação com a classe política deve propiciar resultados inesperados em 2016. Sobre os possíveis reflexos das disputas municipais no cenário estadual de 2018, Merisio não fugiu do assunto. ?Vamos disputar em lados opostos com o PMDB em muitos municípios. Se isso ficar muito volumoso, é evidente que tem uma influência sobre o processo político?, ressaltou.
Investimentos públicos
Questionado sobre problemas que afetam estados como Rio Grande do Sul, onde o déficit afeta até mesmo a folha de pagamento de servidores, Merisio destacou que a previdência pública, um dos pontos críticos do estado gaúcho, já passou por alterações no Estado há sete anos, quando foi alterado o regime previdenciário. Ainda assim, seria preciso avançar tanto em questões estaduais quanto federais, revendo conceitos como a idade mínima. ?Na parte de investimentos, o governo está fazendo uma forte desoneração no setor produtivo?, frisou, ressaltando também a necessidade de investir em infraestrutura para continuar permitindo crescimento.
Edição 1711
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