Um movimento de clínicas de fisioterapia em favor do aumento dos valores pagos pelas sessões feitas pelo Sistema Único de Saúde, SUS, pode fazer com que os atendimentos pela rede pública sejam interrompidos a partir da próxima sexta-feira, dia 30. A queixa contra os valores pagos, que variam de R$ 4,67 a R$ 6,75 por sessão realizada, já teria sido apresentada desde dezembro do ano passado. Em março, um ofício tornou pública a intenção de paralisar os atendimentos pelo SUS se não houvesse uma solução até o prazo final de 31 de março, mas até o momento não houve um debate direto entre as clínicas e o governo.
Segundo os responsáveis pelas clínicas, os valores são insuficientes até mesmo para cobrir os custos. A discussão também ocorre com clínicas de outras cidades do Estado. No caso de Gaspar, o principal pedido dos profissionais é que a Secretaria Municipal de Saúde ofereça uma contrapartida para completar o valor destinado pelo Ministério da Saúde, aumentando o total pago às clínicas.
?As clínicas têm custos com estrutura, profissionais, equipamentos. Com o valor pago hoje fica inviável manter a qualidade de atendimento?, conta Alessandra Rosa Klug, da clínica Interage, uma das três instituições responsáveis pelos atendimentos do SUS em Gaspar ao lado da Fisisport e da Fisioclinic.
A gerência regional de Saúde destaca que a briga pela revisão da tabela é antiga, mas afirma que os contratos com as clínicas de fisioterapia são feitos diretamente com os municípios. A secretária de Saúde de Gaspar, Márcia Cansian, afirma que o município pretende levar a discussão sobre o valor de tabela para o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde. ?Ao invés de cada município pagar um valor adicional para as clínicas, entendemos que todos os municípios catarinenses deveriam definir em conjunto uma forma de participação nos custos dos serviços de fisioterapia?, afirma. Márcia concorda que a solução seria o aumento da tabela e, sobre uma possível contrapartida da Prefeitura, ela pondera que não há previsão destes valores no orçamento. ?Essa semana pretendemos nos reunir com as clínicas para informar sobre o andamento da situação?, afirma. Atualmente três clínicas de Gaspar oferecem sessões de fisioterapia pelo SUS e a média é de 400 atendimentos ao mês.
Edição 1591
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