Defesa Civil de Gaspar avalia trabalho nas cheias - Jornal Cruzeiro do Vale

Defesa Civil de Gaspar avalia trabalho nas cheias

13/06/2014

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O volume de chuvas registrado no último final de semana provocou novamente um alerta para a população da região e chegou a causar alagamentos em 10 ruas de Gaspar. O nível do rio Itajaí-Açu na cidade chegou a 7,55 metros, atingindo casas em bairros como Bela Vista e Sertão Verde, mas passou a baixar a partir da segunda-feira, quando a abertura do sol se encarregou de dar fim ao receio de novas cheias na cidade. Segundo os pluviômetros da Defesa Civil, Gaspar registrou, em média, volume de chuva de 170 milímetros entre sexta e domingo, o esperado para todo o mês.

A coordenadora de Defesa Civil de Gaspar, Mari Inez Testoni Theiss, afirma que a cidade passou por uma enchente de pequeno porte, como a registrada em setembro de 2013, porém com menos pessoas atingidas. Entre os pontos destacados pela coordenadora estão o fato de não ter precisado abrir nenhum abrigo ou suspender as aulas. ?São transtornos que puderam ser evitados. Além disso, as famílias que estavam dentro da cota de 7,50 metros, que era a previsão que tínhamos, foram avisadas e puderam se antecipar para evitar perdas?, conta.

Ao contrário do ano passado, quando as medições do Ceops e da régua da círculo chegaram a divergir em até 60 centímetros, desta vez os dados coincidiram e, por serem disponibilizados a cada hora no site do Ceops, foram um instrumento a mais para as pessoas acompanharem a situação de cheias.

 

Núcleos comunitários

Para a coordenadora, a capacitação dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil, Nudecs, permitiu que os líderes de cada comunidade orientassem os moradores e, no caso do Sertão Verde, fornecessem bateiras para quem precisava se deslocar pelas vias alagadas. ?É preciso destacar o trabalho de limpeza e de vala e tubulações, que ajudou bastante, e também das comunidades, que foram capacitadas e colocaram em prática esse conhecimento para tranquilizar e orientar os moradores. Em breve, vamos abrir novas capacitações e aguardamos a participação das comunidades para ampliar esse trabalho preventivo?, ressalta Mari Inez.

Para esse fim de semana, a Defesa Civil Estadual voltou a emitir um alerta em função da previsão de chuva forte na região do Vale do Itajaí, principalmente entre sexta e sábado.


Carta de cheias segue distante

Apesar dos avanços na área de monitoramento, uma pendência que ainda atrapalha é o fato de o município não possuir a chamada carta de cheias, uma relação que informa a cota aproximada do rio com que cada rua do município é atingida por alagamentos.
 
A coordenadora de Defesa Civil informa que após as águas baixarem, no início dessa semana, a equipe atualizou suas planilhas com a metragem atingida pelo rio nestas cheias e os nomes das ruas atingidas. A relação já inclui informações das enchentes de 2011 e do ano passado, mas é atualizada pelos próprios membros da Defesa Civil do município, sem o acompanhamento técnico que já ocorreu em cidades como Blumenau e Itajaí.
 
?As nossas planilhas já nos auxiliam bastante, mas com certeza estamos sempre buscando recursos para tentar elaborar essa carta de cheias, que deixaria as pessoas mais seguras. Só que estamos falando de um investimento em torno de R$ 500 mil, segundo orçamentos já solicitados por nós. Após os alagamentos desta semana, voltei a reforçar que a carta de cheias seria um instrumento importante, mas teríamos que buscar esses recursos?, avalia Mari Inez.
Já o prefeito Pedro Celso Zuchi minimizou o problema da inexistência de um estudo sobre as cotas de alagamentos. Na avaliação dele, como o município é pequeno e a mídia oferece uma boa cobertura, é possível deixar a comunidade alerta com os acontecimentos das últimas horas em caso de enchente. ?Claro que uma carta de cheias seria um bom reforço, desde que haja recursos para isso, mas nossos moradores conhecem bem a cidade e também sabem com quantos metros cada local é atingido?, argumenta.


 
 

Comentários

cecilia werner
13/06/2014 12:59
Os humanos precisam se concientizar evitar o desmatamento nas regiães mais altas pois o resultado sempre irá atingirde os sobreviventes das plainícies .matas natívas acolhe o essesso das grande quantidade liberando letamente .evitando o volume das aguas barrentas pelos aterros e outras obras desnesseçaria que destroi a vida dos homens e de todos os animais
André Hollerveger
13/06/2014 11:56
Creio que a situação mais fácil de ser resolvida é a do Bela Vista, onde moradores antigos falam que existia uma bomba e uma comporta que mantinha as águas baixas, mesmo com o nível do rio alto. Esta bomba estava instalada na tubulação ao lado do rio, após a curva da Areias Hort, e foi desativada por não ter quem cuidasse da manutenção e acionamento da mesma, pelo que os moradores falam. Seria importante se a prefeitura assumisse isto, e criasse uma edificação para comportar as bombas.

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