
A um mês e seis dias da eleição para a mesa diretora da Câmara de Vereadores em 2016, a discussão sobre quem vai estar à frente do Legislativo no próximo ano ainda está tímida nos gabinetes. Em 2013, em um acordo firmado entre as bancadas do PT, DEM, PSD e PP, o nome do vereador Giovano Borges (Foto), PSD, havia sido definido para comandar o trabalho da Câmara no último ano da legislatura.
No entanto, como o acordo já não foi levado em conta na eleição do ano passado, quando estava prevista a eleição de Andreia Zimmermann Nagel, então no DEM, mas os sucessivos embates entre ela e a bancada do PT motivaram a escolha pelo vereador José Hilário Melato, PP, cresce a expectativa para saber se o nome de Giovano terá de fato o apoio da maioria ou se um nome surpresa vai aparecer na disputa.
A eleição da mesa diretora para 2016 está marcada para a última sessão ordinária do ano na Câmara, no dia 22 de dezembro.
PT e Melato mostram tendência a acordo
Nos discursos, é praticamente consenso de que as conversas sobre a eleição da mesa diretora só devem começar a partir do dia 1º de dezembro. O atual presidente, José Hilário Melato, PP, e o líder do governo, José Amarildo Rampelotti, PT, afirmam que a tendência é para a manutenção do acordo que prevê a eleição de Giovano. No entanto, ambos deixam em aberto a possibilidade de novas definições ao longo do próximo mês. “Particularmente, até agora temos razões para manter o acordo com o vereador Giovano, ele esteve conosco em várias oportunidades, mas isso precisa ser um posicionamento de toda a bancada. Até a eleição vamos ter projetos importantes para o governo, como o PL 49 (assessoria jurídica) e o Código Tributário, e podem ocorrer fatos que sejam decisivos para essa definição”, avalia Rampelotti.
Com três dos quatro vereadores titulares licenciados da Câmara em novembro, o PMDB ainda não iniciou as discussões sobre a eleição da mesa diretora. Com o retorno de Ciro Quintino e Jaime Kirchner e a provável volta também de Ivete Hammes, o partido também deve alinhavar as discussões em torno de um nome para a presidência da Câmara em 2016 apenas no mês de dezembro. “Precisamos discutir com toda a bancada e também com a executiva do partido”, ressalta Ciro.
Giovano mostra interesse
Nome previsto no acordo de 2013 para a presidência da Câmara em 2016, o vereador Giovano Borges não esconde o interesse na candidatura. “Vou colocar meu nome à disposição e espero conseguir os votos necessários. Já tive a promessa de apoio da vereadora Andreia (Zimmermann), do vereador Marcelo (Brick) e da bancada do PT, por meio do vereador (Amarildo) Rampelotti, mas nos próximos dias quero conversar e pedir apoio para todos os vereadores, independentemente de partido”, ressalta. Sobre a relação entre seus votos nos projetos de interesse do governo que devem ser votados até o fim do ano e o eventual apoio dos vereadores governistas, Giovano afirma que vai se manter fiel apenas ao que considerar bom para a cidade.
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