
A Prefeitura de Gaspar demoliu na tarde de sábado, dia 29, o prédio onde até abril deste ano funcionava o Centro de Acolhimento de Risco, CAR, ao lado da unidade de saúde central, no Centro de Gaspar. Nas redes sociais, a demolição recebeu críticas de muitas pessoas, preocupadas com questões como a preservação de construções históricas do município e o destino do terreno, de localização privilegiada.
O prefeito Pedro Celso Zuchi argumenta que a demolição foi necessária para dar um melhor aproveitamento para o terreno, onde deve ser construída uma praça, e acredita que os comentários negativos tenham motivações políticas. ?O que tínhamos ali era uma construção comum, muito antiga, com vários problemas e que precisava ser removida. É diferente da situação de outros prédios e casarões históricos do município. Para atender melhor a população é que foi construída a policlínica, que resolveu uma série de problemas como falta de estacionamento, acessibilidade. É claro que a oposição vê com outros olhos, eles têm que fazer as críticas, mas nós estamos preocupados com o desenvolvimento da cidade?, rebate.
Espaço deve dar lugar a praça
Segundo Zuchi, a ideia da prefeitura é construir no local uma praça. Em conversas com engenheiros e arquitetos, surgiu a ideia de realizar um concurso para escolher o melhor projeto de área de lazer para o local. ?Estamos carentes de praças e espaços verdes, principalmente na região central, e isso é importante para humanizar a cidade. Um concurso seria uma forma de trazer ideias e saber como a população gostaria de ver aquela praça?, afirma o prefeito, ainda sem definir prazos para essas próximas etapas. O prefeito antecipa também que o prédio que hoje abriga as unidades de saúde também pode ser colocado abaixo, após um remanejamento no atendimento das comunidades do Centro, Sete de Setembro e Coloninha, que hoje são atendidas no local.

Lei de Patrimônio Histórico segue parada na Câmara
Juntamente com os projetos de lei do Plano Diretor, um projeto que cria uma Lei de Patrimônio Histórico em Gaspar está aguardando avaliação da Câmara de Vereadores desde o ano passado. O projeto cria normas para proprietários de imóveis considerados como parte da história do município e prevê políticas de preservação desses prédios, em sua maioria casarões ou antigos engenhos do município. O documento conta com uma lista de 38 imóveis mapeados para compor o patrimônio histórico gasparense a partir da aprovação da lei. A proposta, no entanto, encontra resistência entre alguns proprietários por possíveis dificuldades que seriam criadas para negociações e reformas, já que os imóveis precisariam manter as características originais.
Edição 1714
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