Dengue, chikungubya e zika virus: alerta triplo contra o mosquito - Jornal Cruzeiro do Vale

Dengue, chikungubya e zika virus: alerta triplo contra o mosquito

18/12/2015
Dengue, chikungubya e zika virus: alerta triplo contra o mosquito

Os perigos provocados pelo zika vírus, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti e que pode causar consequências graves em gestantes, como microcefalia em recém-nascidos, reacendeu o alerta para o combate à proliferação do inseto que também dissemina a dengue e a febre chikungunya. No entanto, se nas residências de todo o país o acompanhamento voltou a ganhar atenção especial, em terrenos baldios e alguns estabelecimentos, a fiscalização e a postura de moradores e do poder público ainda precisa avançar.

Um exemplo é situação de alguns ferros-velhos que ainda armazenam materiais em áreas descobertas, mesmo com legislação municipal obrigando o acondicionamento em espaço coberto. “Desde a metade do ano, quando o proprietário do ferro-velho existente em nossa rua morreu, as sucatas estão expostas ao tempo, acumulando água. Todas as famílias que moram aqui estão preocupadas”, aponta uma moradora da rua Nilton Cardoso, no bairro Margem Esquerda, que prefere não se identificar.

Outras situações como grandes poças de água parada, como na rua Tulipa, bairro Figueira, ou até mesmo lagoas abandonadas onde se proliferam mosquitos, como na rua Madre Paulina, tamém preocupam.

O diretor de Vigilância em Saúde de Gaspar, Luiz Carlos Venske, afirma que um suposto novo proprietário do ferro-velho da Margem Esquerda já teria sido notificado e estaria providenciando a remoção das sucatas para área coberta. Parte dos objetos já foi retirada há algumas semanas, mas outras sucatas e peças seguem no local.

Venske garante que o município fiscaliza estabelecimentos que não atendam às normas e alerta que as recomendações para evitar o zika vírus são as mesmas de combate à dengue: evitar acúmulo de água parada, onde as larvas dos mosquitos se reproduzem.

Responsabilidade coletiva

“Ainda temos muitos problemas, principalmente em terrenos baldios que a população acaba despejando lixo, facilitando a reprodução de larvas. Está mais do que na hora de toda a população se conscientizar e dar fim a esse tipo de situação. Os proprietários dos terrenos também têm responsabilidade de mantê-los cercados e sem mato”, alerta o diretor. Moradores que despejem lixo em terrenos baldios e proprietários que não mantiverem os imóveis limpos podem sofrer multas e responder a processos no Ministério Público. Até abril de 2015, Gaspar registrou quatro focos de mosquito da dengue.

 

 

Edição 1729

Comentários

Marlon Eger
18/12/2015 23:03
Realmente algo inspira muitos cuidados.
Moro na rua Marcelino Francisco de Souza, No Gasparinho,
Após a obra de asfaltamento aqui da rua, fizeram um "valão" nos fundos de minha casa, o qual esta sempre cheio de larvas de insetos.. seria interessante a prefeitura tomar alguma providencia diante disso, ainda mais no verao com os surtos que estao acontecendo.
ARKHANJO
18/12/2015 19:11
Na rua Heinrich Gorisch tem pátio baldio alagado, cheio de mosquitos e sapos, casas como a 218 com plantas que retém água e proliferam mosquitos, no porão e nos espaços escuros tem nuvens de mosquitos, nos fundos corre esgoto a céu aberto e ninguém faz nada, onde está a vigilância? Já denunciei a jornais pelo Whats APP que eles mesmos disponibilizam para isso e nada foi feito. Depois de ter uma pandemia não adiantará mais nada e a responsabilidade será do município !!!
LUIS SOARES GALVAO
18/12/2015 12:34
A anos a margem esquerda vem sofrendo com a proliferação de desmanches, logo após Blumenau exigir que a áreas fossem cobertas, e como em Gaspar não ocorre fiscalização todos migram para cá.Quando a prefeitura vai tomar uma atitude, sera que estão esperando o óbito de algum cidadão.Se a reportagem passar na Rua Ricardo Stanke esquina com a BR 470 vai ver oque são depósitos para proliferação de mosquitos.
ACarlos
18/12/2015 09:43
A legislação não determina que depósitos de ferro velho tenham que estar armazenados em locais cobertos ?
O que então está faltando para a justiça interditar esses comércios que não respeitam a legislação ?
Muito recentemente o judiciário, inconsequentemente prejudicou milhões de brasileiros, determinou o bloqueio de uma ferramenta de comunicação por uso inadequado de apenas dois usuários, isto é, milhões penalizados por crimes causados por apenas dois, sim, dois usuários. Por que esse mesmo judiciário não determina a interdição imediata desses comércios ? Isto sim seria uma medida coerente, pois trata-se de saúde pública.

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