
Os perigos provocados pelo zika vírus, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti e que pode causar consequências graves em gestantes, como microcefalia em recém-nascidos, reacendeu o alerta para o combate à proliferação do inseto que também dissemina a dengue e a febre chikungunya. No entanto, se nas residências de todo o país o acompanhamento voltou a ganhar atenção especial, em terrenos baldios e alguns estabelecimentos, a fiscalização e a postura de moradores e do poder público ainda precisa avançar.
Um exemplo é situação de alguns ferros-velhos que ainda armazenam materiais em áreas descobertas, mesmo com legislação municipal obrigando o acondicionamento em espaço coberto. “Desde a metade do ano, quando o proprietário do ferro-velho existente em nossa rua morreu, as sucatas estão expostas ao tempo, acumulando água. Todas as famílias que moram aqui estão preocupadas”, aponta uma moradora da rua Nilton Cardoso, no bairro Margem Esquerda, que prefere não se identificar.
Outras situações como grandes poças de água parada, como na rua Tulipa, bairro Figueira, ou até mesmo lagoas abandonadas onde se proliferam mosquitos, como na rua Madre Paulina, tamém preocupam.
O diretor de Vigilância em Saúde de Gaspar, Luiz Carlos Venske, afirma que um suposto novo proprietário do ferro-velho da Margem Esquerda já teria sido notificado e estaria providenciando a remoção das sucatas para área coberta. Parte dos objetos já foi retirada há algumas semanas, mas outras sucatas e peças seguem no local.
Venske garante que o município fiscaliza estabelecimentos que não atendam às normas e alerta que as recomendações para evitar o zika vírus são as mesmas de combate à dengue: evitar acúmulo de água parada, onde as larvas dos mosquitos se reproduzem.
“Ainda temos muitos problemas, principalmente em terrenos baldios que a população acaba despejando lixo, facilitando a reprodução de larvas. Está mais do que na hora de toda a população se conscientizar e dar fim a esse tipo de situação. Os proprietários dos terrenos também têm responsabilidade de mantê-los cercados e sem mato”, alerta o diretor. Moradores que despejem lixo em terrenos baldios e proprietários que não mantiverem os imóveis limpos podem sofrer multas e responder a processos no Ministério Público. Até abril de 2015, Gaspar registrou quatro focos de mosquito da dengue.
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