Dia da Mulher: a força das gasparenses em prol de ações sociais - Jornal Cruzeiro do Vale

Dia da Mulher: a força das gasparenses em prol de ações sociais

08/03/2022

Fortes, admiráveis, inspiradoras e determinadas! Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta terça-feira, 8 de março, a reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale conta parte da história de mulheres que representam muito bem o município de Gaspar. Em comum, elas são exemplos de dedicação às causas sociais. Todas assumem grandes responsabilidades, semeiam o amor e carregam um verdadeiro legado!

Você, leitor, provavelmente já viu essas personalidades femininas estampadas nas reportagens produzidas pelos veículos de comunicação da região. Elas tomam frente, fazem acontecer. São motivos de muito orgulho para a cidade Coração do Vale. Cada uma em sua área, mas sempre visando o bem da comunidade como um todo. Acompanhe os passos dados por Maria Alice Spengler, Eliane Schmidt, Marlise da Cunha de Souza, Leila Wan-Dall e Maria Helena Spengler.

Maria Alice Spengler

Jovem e engajada na causa animal, Maria Alice Spengler é a atual vice-presidente da Associação Gasparense de Amparo e Proteção dos Animais (Agapa). Aos 24 anos, ela conta que seu estímulo vem do aprendizado constante. “Ao encaminhar um animal vítima de maus tratos ou abandono para atendimento veterinário e, posteriormente, para um lar responsável, sabendo que aquele pet finalmente terá uma vida digna e feliz, serve de motivação para continuar”.

Ela destaca que o trabalho voluntário a ensina lidar melhor com problemas diversos, além de desenvolver habilidades de convivência e comunicação. “Mas, a melhor parte de tudo, é a oportunidade que a Agapa me deu para conhecer novas pessoas. Nesses três anos sendo voluntária, fiz amizades muito especiais que serão levadas para sempre. Algumas vezes, com pessoas que conhecia de vista, ou apenas de nome, que pra mim, se tornaram próximas. Ou com pessoas que eu talvez nunca teria a oportunidade de conhecer, e através da ONG, criei laços”.

Segundo a voluntária, se envolver em causas sociais nos faz imergir em outras realidades. “Desenvolvemos empatia, entendemos e nos solidarizamos com a dor do próximo. É um aprendizado diário e constante”, reforça.

Eliane Schmidt Salgado

Uma luta constante! Eliane Schmidt é uma das fundadoras da Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA) de Gaspar. Mas quem hoje a vê representando a busca por inclusão e direitos, talvez não saiba que seu engajamento vem desde a infância. “Ainda criança, almejava trabalhar em prol da comunidade em trabalhos sociais. Comecei no grêmio estudantil da escola. Na fase adulta, me envolvi em diversas atividades na igreja que congrego”

Mas foi com a chegada de seu primeiro filho, o pequeno Marcos Antônio, que a sua luta tomou proporções maiores. “Através do diagnóstico dele de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), percebi as dificuldades de incluí-lo na sociedade, tanto na escola, quanto na família e igreja”, explica. A mãe conta que, por o menino ser um autista não-verbal, tudo foi mais difícil.

Com o nascimento da associação, que inicialmente era sediada em sua casa, Eliane conseguiu inspirar outras mães e pais. “Direitos, conscientização e boas políticas públicas só se conquistam com ocupação de espaço. Seja na mídia, seja nos conselhos municipais. Só assim participaremos das decisões governamentais que trarão melhores serviços, inclusão e outras medidas, além de regramentos essenciais ao desenvolvimento do autista”, comenta.

Às mulheres gasparenses, Eliane deixa uma mensagem: “Comecem em atos pequenos, no seu bairro, na sua igreja ou na sua escola.  Ao ver que esses atos fazem a diferença na vida das pessoas, você vai se motivar a um engajamento maior e com projetos cada vez mais ousados. Ver vidas transformadas é o mais importante do trabalho social”.

Marlise da Cunha de Souza

Uma trajetória linda! Marlise da Cunha de Souza é pura inspiração. Com participação marcante na Pastoral da Criança, no Núcleo da Mulher empresária da Associação de Micro e Pequenas Empresas (Ampe), Conferência Vicentina, Conselheiras do Bem e Rede Feminina de Combate ao Câncer. Atualmente, ela se dedica exclusivamente à presidência da Rede Feminina.

Conforme explica Marlise, engajar-se em causas sociais ajuda a compreender melhor a sociedade. “Além de interagir com as pessoas. Isso nos propicia um sentimento de realização pessoal e motiva a fazermos a construção de um mundo melhor para todos ao nosso redor”.

A voluntária enfatiza uma importante lição: “A mulher, por natureza, tem dentro de si uma força inspiradora que a faz ser forte, dinâmica, que move outras mulheres a buscarem o melhor para si e para aqueles que estão ao seu redor”. Às mulheres, ela deixa uma dica especial. “Procure participar de uma causa social, aquela que você mais se identifica. Assim estará ajudando a sua comunidade e a você mesma”.

Leila Wan-Dall

Muito além de primeira-dama de Gaspar, Leila Wan-Dall participa ativamente de ações sociais na cidade. Por acompanhar de perto o trabalho do prefeito e da gestão municipal, sabe das necessidades do município e procura contribuir com seu engajamento em diversos projetos. “Entendo que a união de esforços reverte melhores resultados nos projetos de voluntariado. Por isso, criamos as Conselheiras do Bem. O trabalho com as mulheres e os idosos sempre me motivou também”, afirma.

Um ponto de vista muito valioso é destacado por Leila. “É importante entender que a responsabilidade pelo bem-estar de nossa cidade não é só da prefeitura. Toda a comunidade precisa fazer sua parte e contribuir. Setores produtivos, grupos representativos e a população em geral. Quando apresentamos as demandas e lutamos para que elas sejam resolvidas estamos contribuindo para uma Gaspar melhor para todos”.

A dica de Leila às mulheres é simples: “Não esperem a oportunidade, façam acontecer. Desde uma ação pequena, até um grande projeto, tudo faz a diferença. Gaspar é uma cidade encantadora com muitos projetos e ações que precisam de voluntários. Nós mulheres temos sensibilidade e força para fazer a diferença. Vamos juntas!”

Maria Helena Spengler

Quem conhece Maria Helena Spengler sabe que ela é repleta de valores e virtudes. A sua contribuição como voluntária em ações sociais muda o rumo de diversas pessoas em Gaspar. “Me envolvo nessas causas para me sentir em paz. Pois, doando nosso tempo em prol do outro é estar contribuindo para o mundo melhor”, reflete.

Ela é voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer, participa da ONG Ação Social Cidadão (voltada aos abrigos de Gaspar), fez parte de um grupo que construiu uma casa para uma família carente e integrou o Rotary Club por 20 anos. “Entendo que quando há união e boa vontade, conseguimos tornar a vida de muitas pessoas um pouco melhor”

Sempre disposta a ajudar, Maria Helena deseja que mais pessoas encontrem razões para se engajar em grupos e fazer a sua parte em prol de pessoas carentes. “Assim, entenderão que ajudando os outros estão aprimorando sua alma e sendo mais felizes”, conclui.

 

A data

O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970. A data simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente, remetia à reivindicação por igualdade salarial. Hoje em dia, representa a luta contra o machismo e a violência.

 

 

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Edição 2045

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