
Uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta para um volume de R$7,67 bilhões em vendas para o Dia dos Pais este ano. O valor representa alta de 2,2% em relação à mesma data de 2022. “O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante do comércio varejista brasileiro em termos de movimentação financeira e a perspectiva é positiva para o setor, tendo em vista a inflação mais baixa e o início da queda da taxa de juros”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
No ano passado, a inflação apontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de mais de 10%. Neste ano, no entanto, o índice de referência do nível geral de preços indica alta de pouco mais de 3%. Essa desaceleração da inflação deve se refletir na variação média dos preços de bens e serviços mais procurados para presentear os pais. A CNC estima uma alta dos preços com média de 5,5% em relação a 2022.
Esse avanço é puxado, especialmente pela alta dos preços de perfumes, que chega a 20,6%; dos sapatos, que estão 15,7% mais caros; e dos livros, que aumentaram 13,9%. Por outro lado, as televisões estão 14,5% mais baratas; seguidas dos computadores, que caíram 10%; e dos celulares, que tiveram redução de 4,3% nos preços.
Embora o segmento de vestuário, calçados e acessórios ainda não tenha recuperado o ritmo de antes da pandemia (em maio deste ano, o volume de vendas era 22% inferior ao de fevereiro de 2020), o rendimento dessas lojas será responsável por quase 77% do total de vendas para o Dia dos Pais. De acordo com a estimativa da CNC, o faturamento desse segmento deve ser superior a R$3,6 bilhões. Em seguida, são esperadas maiores movimentações nos ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com vendas de R$1,19 bilhão, e de produtos de perfumaria e cosméticos, com R$1,16 bilhão.
Esse aumento no número de vendas também deve refletir nas contratações de trabalhadores temporários. São esperadas 10,38 mil vagas temporárias para atender esta demanda. Se confirmado, esse será o maior contingente de trabalhadores temporários contratados nos últimos nove anos.
As maiores contratações estão nos hiper e supermercados, com 4,78 mil trabalhadores temporários; e vestuário, com 1,75 mil.
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