
As ações de conscientização em relação aos danos causados pelo cigarro estão em todo lugar. Os riscos deste mal à saúde estão presentes até mesmo nas carteiras de cigarro, que são as grandes companheiras dos fumantes. Porém, é no final de agosto que as campanhas se intensificam. Isso porque o dia 29 é marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Os inúmeros prejuízos à saúde de quem fuma (e também de quem convive com um fumante) estão na mídia todos os dias. Algumas pessoas não conseguem largar o vício. Outras, deixam de fumar do dia para a noite. Mas existem aqueles que têm vontade, mas não conseguem parar tão rápido. E é nessa hora que o Programa de Combate ao Tabagismo entra em ação.
Proposto pelo Ministério da Saúde, o programa está inserido nas cidades do Brasil e, em Gaspar, possui 11 grupos de atuação. Eles estão espalhados nas Unidades de Saúde e contemplam cerca de 150 pessoas.
Conforme explica o secretário de Saúde de Gaspar, José Carlos de Carvalho Junior, todas as Unidades de Saúde da cidade têm à disposição o programa. Porém, algumas localidades não fecham as turmas para que o grupo seja iniciado. “Nas localidades em que não existe o grupo, as equipes seguem coletando nome e contato dos interessados para que, num futuro próximo, ele seja formado. Além de trabalhar na recuperação de pacientes, também nos preocupamos em evitar problemas de saúde, que é uma etapa muito importante”.
Os integrantes dos grupos do Programa de Combate ao Tabagismo são beneficiados com todas as opções de tratamento previstos pela iniciativa: gomas de mascar, adesivos e medicação. De acordo com a Secretaria de Saúde, o método é escolhido conforme o grau de dependência de cada indivíduo.
Nas Unidads de Saúde do Santa Terezinha, Gaspar Grande, Barracão, Gasparinho Quadro, Belchior, Margem Esquerda, Coloninha, Bela Vista, Centro, Jardim Primavera e Sete de Setembro o programa já está em andamento. Caso você esteja inserido em uma comunidade não mencionada, avise a equipe de saúde do seu bairro que você tem interesse em participar. Assim, a administração pode estudar a abertura de novas turmas e contemplar toda a demanda do bairro.
Em 2019, a campanha nacional de prevenção trabalha com um tema predominante: o uso do narguilé. O objetivo principal é advertir os brasileiros sobre os riscos de doenças pulmonares provenientes do consumo de tabaco e produtos derivados. Entre as preocupações mencionadas pela ação está a falsa sensação de que o narguilé, por ser usado com água, não causa mal à saúde.
O narguilé também é conhecido como ‘shisha’, ‘hookah’ ou ‘cachimbo d’água’. Ele funciona como dispositivo para misturar essências aquecidas e sua fumaça é gerada por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante.
Estudos apontam que, após 45 minutos, o uso do narguilé acarreta na elevação das concentrações plasmáticas de nicotina, de monóxido de carbono expirado e dos batimentos cardíacos. Além disso, expõe o usuário a metais pesados, altamente tóxicos e de difícil eliminação.
Entretanto, na campanha, dá-se ênfase também às doenças infectocontagiosas que o narguilé facilita a partir do hábito de compartilhar a mangueira de trago entre seus usuários, podendo resultar em herpes, hepatite C e tuberculose, por exemplo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a maior causa de morte evitável em todo o planeta. Ele corresponde a 63% dos óbitos relacionados às doenças não transmissíveis. Esse grupo engloba vítimas de problemas pulmonares crônicos (bronquite e enfisema); de diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo do útero, estômago e fígado); de doença coronariana (angina e infarto); e de doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral – AVC).
Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, são registrados no Brasil 34.999 óbitos correspondentes a doenças cardíacas; 31.120 mortes por doenças pulmonares crônicas; 23.762 por câncer de pulmão; 26.651 por outros cânceres; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; e 10.812 por AVC.
Conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), os brasileiros também devem ficar atentos a outras enfermidades consequentes do vício pelo cigarro. O órgão dá destaque à tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, infertilidade, osteoporose, catarata e impotência sexual.
Uma pesquisa recente da Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico do Ministério da Saúde (Vigitel/MS), efetivada em todas as capitais dos 27 estados, dá conta de que a frequência de adultos fumantes é de 9,3%, sendo quase duas vezes maior no sexo masculino (12,1%) do que no feminino (6,9%).
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