Em apoio a greve dos caminhoneiros, agricultores fecham BR-470 em Ilhota - Jornal Cruzeiro do Vale

Em apoio a greve dos caminhoneiros, agricultores fecham BR-470 em Ilhota

25/05/2018

Os agricultores do bairro Baú, em Ilhota, também aderiram a greve dos caminhoneiros. Utilizando seus tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas, eles manifestam seu apoio às paralisações às margens da BR-470.

Falta de acordo

Caminhoneiros de todo o país estão com os caminhões parados às margens das rodovias para protestar contra o aumento do óleo diesel. Além da redução da carga tributária sobre o combustível, eles também reivindicam o corte da alíquota de PIS/Pasep e a isenção da Contribuição da Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Na noite de quinta-feira, dia 24 de maio, o anúncio de um possível acordo entre sindicato, governo e caminhoneiros deu a esperança de que a situação estivesse próxima de ser resolvida. Na manhã de sexta, porém, os caminhoneiros entraram no quinto dia de paralisações.

Em Gaspar, as manifestações também vêm acontecendo desde o início da semana. De forma tímida no início, elas tomaram grandes proporções a partir de quarta-feira, dia 23 de maio, quando a rua Anfilóquio Nunes Pires foi fechada nas proximidades da loja Havan; e a BR-470 foi interditada na entrada do bairro Belchior. Além de autônomos, comunidade, empresários e motoristas de transportadoras também estão mobilizados.

De acordo com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Itajaí e região (Sintracon), este é um movimento legítimo de luta dos trabalhadores. “O caminhoneiro paga para trabalhar. O caminhão estraga por causa do trabalho. Isso é injusto. Estamos fornecendo o apoio necessário para o movimento, mas ele é liderado pelos caminhoneiros que já não aguentam mais pagar a conta”.

O morador do Belchior Alto, Valmir Baehr, mais conhecido como Buda, trabalha como caminhoneiro há 30 anos. Para ele, os motoristas devem permanecer unidos e manter a mobilização pacífica. “Todos trabalhamos muito para pagar nossas contas. Precisamos que essa greve faça os governantes acordarem e valorizarem a nossa classe que abastece todos os estados do Brasil”.

Leandro Froehlich diz que os motoristas são os únicos que podem parar o país. “Estou no caminhão há 25 anos. O povo tem que estar do nosso lado. A nossa luta também vai melhorar a vida de todos”, ressalta.

Gasolina

Com a paralisação dos caminhoneiros, as preocupações de toda a comunidade giram em torno da possibilidade de desabastecimento. Após registrarem longas filas, os postos de combustível de Gaspar, Blumenau e região estão sem gasolina.

O aumento abusivo nos preços praticados pelos postos com o início da paralisação chamou a atenção do Procon de Gaspar, que notificou alguns estabelecimentos. Segundo a coordenadora do órgão de proteção ao consumidor, Simone Carime Makki Voigt, todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para inibir a prática abusiva. “Recebemos denúncias e reclamações de consumidores de que alguns postos da cidade estão se aproveitando da greve geral dos caminhoneiros para praticar abuso no preço cobrado pelos combustíveis.Em alguns casos, o valor ultrapassou os R$5”. Os infratores tem o prazo de 10 dias para apresentar a defesa e a justificativa pelo aumento do preço. Se o abuso for confirmado, a ação será caracterizada como infração ao Código de Defesa do Consumidor e o posto será multado.

 

  

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