Em apenas uma hora de trabalho, quatro funcionários da construtora Martins Santiago, do Espírito Santo, ergueram as paredes da primeira casa que voltou a ser construída no terreno às margens da BR-470, que vai receber as 89 moradias doadas às famílias vítimas da catástrofe de novembro de 2008.
As casas começaram a ser novamente erguidas nesta quinta-feira, 9, dez dias depois de terem sido desmanchadas devido à problemas que se apresentavam no solo. Apesar da retomada nas obras, a Prefeitura ainda não tem em mãos o laudo da análise feita pela empresa contratada para fazer a sondagem do solo, que se apresentava arenoso. Heriberto Kuntz, diretor de Habitação, explica que a empresa afirmou que os lotes em que se encontram as primeiras 29 fundações estão adequados para a implantação das casas. ?Por isso os trabalhos para o levantamento das primeiras casas estão sendo retomados?, explica.
A empresa ainda está realizando os trabalhos de sondagem e deve entregar o relatório na próxima semana. A Prefeitura aguarda o laudo para dar prosseguimento na construção dos demais lotes.
?Não existe um prazo para o término da construção. Mas acreditamos que deve ser rápido porque as casas são levantadas por um sistema de encaixe, e depois preenchidas com concreto?, explica Heriberto. As casas estão sendo erguidas com material em PVC, são peças que, encaixadas uma na outra, formam as paredes que para ganharem sustentação são preenchidas com concreto. Ao todo, 89 casas em PVC, com 36 metros quadrados, todas doadas pelo reino da Arábia Saudita, estão sendo erguidas no local.
As obras de construção das moradias iniciaram há algumas semanas. Além do terreno na Margem esquerda, outras 59 casas estão sendo erguidas, estas de madeira, em um terreno, também adquirido com recursos da Defesa Civil do Estado, na localidade do Gaspar Mirim.
Entenda o caso
No início da semana passada, as 29 casas que começaram a ser erguidas no terreno às margens da BR-470 foram desmanchadas e o fato chamou a atenção da comunidade. A secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, explicou na época que as casas haviam sido retiradas para que a Prefeitura pudesse fazer mais uma sondagem no solo, que se apresentava arenoso.
A sondagem continua a ser realizada no local, porém, segundo a Prefeitura, o espaço onde as bases das moradias foram construídas já foi liberado e por isso as casas começaram a ser montadas novamente.
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