
O envenenamento de dois gatos e três cachorros no bairro Ilhotinha, em Ilhota, levou moradores e protetores a protestarem. Através de uma manifestação pacífica, os participantes mostraram a insatisfação da comunidade com os casos de maus-tratos que vêm sendo registrados cada vez com maior frequência no município. A mobilização aconteceu na rua Abel João Corrêa e contou com a participação de aproximadamente 30 pessoas.
A protetora independente Laura Mino, que atua na causa animal a fundação da ONG Viva Bicho, em Balnerário Camboriú, afirma estar revoltada com tamanha maldade. "Infelizmente, temos agropecuárias na cidade que vendem chumbinho, mesmo sendo proibido por lei. Temos também uma tal de 'cachacinha', que são doces envenenados. E, pior: temos quem compre tudo isso".
De acordo com Laura, quatro dos cinco animais mortos por envenenamento não tinham acesso à rua. “Eles viviam dentro do terreno da família, nos fundos. Mas temos indícios de quem tenha os matado. A lei está a nosso favor e deve ser cumprida. Uma barbaridade dessa precisa ser punida”.
Rafael Araujo de Freitas, presidente da Associação Gasparense de Proteção e Amparo aos Animais (Agapa) se posicionou sobre o caso: "Se alguém estiver incomodado, é mais fácil procurar a ajuda da ONG do que cometer atrocidades como esta. Nós podemos prestar apoio com a castração dos bichos para evitar a reprodução desenfreada, além de providenciar casinhas e procurar uma família para o animal que vive nas ruas".
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