Elas são exemplos de dedicação. Ao longo dos anos, escrevem páginas de sucesso na história que é a vida. E, quando mencionadas, são descritas com carinho. Mulheres fortes, de personalidade marcante e uma imensa contribuição. Seja na política, na educação, no esporte, na segurança pública ou na realização de sonhos. Pura inspiração!
Nesta quarta-feira, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. E nada mais justo que homenagear mulheres que plantam amor para que todos à sua volta possam colher o melhor. Elas são plurais, fazem bem ao próximo e sempre se envolvem em causas nobres. As protagonistas desta data se chamam Zilma, Eli, Náthali, Tatiane e Marielle.
Na política, Zilma Mônica Sansão Benevenutti tem se destacado nos últimos anos. Com um histórico impecável na educação, ela levanta bandeiras extremamente importantes, principalmente como vereadora de Gaspar.
A sexta de 12 irmãos, desde pequena aprendeu a importância de ajudar os pais nos afazeres domésticos, no manejo dos animais, nas plantações e também no cuidado com os irmãos menores. Moradora do bairro Alto Gasparinho, iniciou na escola aos sete anos, na Escola Isolada Desdobrada do Gasparinho Central. Entre o 5º e 8º ano, bem como o magistério, fez na Escola Frei Godofredo. Nesse mesmo período, frequentou o convento das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição. A graduação em Pedagogia, assim como a pós-graduação e o mestrado em Educação, cursou na Universidade Regional de Blumenau (Furb).
Das brincadeiras na infância aos estudos e experiência em sala de aula, Zilma se tornou uma referência. Já atuou como professora e diretora nas redes municipal e estadual de ensino e também professora universitária e secretária de Educação em Gaspar.
A política foi se constituindo na sua vivência, no serviço, no convívio com as pessoas, nas organizações, no mundo do trabalho, nas lutas educacionais e sociais, nas desigualdades, nos direitos conquistados e nos desafios. Zilma se motivou, a partir do convívio social, da base familiar e na fé, bem como nos sonhos e metas traçadas, a abraçar também a causa da política. E, assim como em todas as áreas de sua vida, tem trabalhado com muita dedicação, coerência, perspicácia, diálogo, parceria e honestidade. Um campo que pressupõe estabelecer relações com pessoas, instituições, com organizações sociais nas várias instâncias e necessidades.
Ela deixa uma mensagem às mulheres: "É preciso confiar que este espaço também é da mulher, que nossa singularidade enquanto mulher muito pode contribuir para o atendimento e formação de uma comunidade mais justa, mais humana, mais fraterna e cidadã. A educação, a formação transforma o nosso ser e o nosso fazer. A política nos coloca à prova no sentido de regular as relações de vivência em sociedade – o nosso viver é regulado pela política. Um caminho para ajudar as pessoas, servir para construir um mundo melhor de se viver. Temos que acreditar em nosso potencial, traçar metas e agir pois nada acontece por acaso. A minha paixão e atuação na educação, a luta para que o acesso ao conhecimento seja um direito de todos me fez acreditar que nosso espaço na política pode ser uma porta para também contribuir para ampliar as oportunidades de uma vida mais digna a nossa comunidade. Tenha sempre esse compromisso com você!"
A vereadora é casada com Célio Benevenutti, com quem teve dois filhos: Jean Paulo e Ana Paula. Ela tem dois netos: o Pedro e o Davi.
Eli Regina Nagel dos Santos tem 43 anos e encontrou na profissão a possibilidade do movimento e a criatividade. Uma professora e tanto! Além disso: artista! Expressa sua imaginação e emoções por meio da escrita, de fotos e valorização da cultura.
É a filha caçula de Guido Teodoro Nagel e Elzira Koehler Nagel. Cresceu junto aos animais, cantando para as vacas, colhendo ovos, correndo atrás do tratar. Levava flores aos bichos que morriam e montava bonecas com sabugo de milho. De pés descalços, sentia a terra. Escalava árvores. Teve uma infância marcada por boas vivências e, hoje, possui memórias que compartilha com carinho.
Natural de Gaspar, já morou no bairro Lagoa; se mudou para Ilhota, no bairro Baú Central; e hoje vive no Santa Terezinha, em sua cidade Natal. Ao longo da infância e adolescência, estudou nas escolas Mário Pederneiras, Vitório Anacleto Cardoso, Honório Miranda e Frei Godofredo.
De uma aluna aplicada a uma professora que ensina com amor. E falando nesse sentimento tão forte, formou uma família muito unida. Eli é casada há 23 anos com Sidnei dos Santos, com quem teve as filhas Beatriz e Rafaela.
Às mulheres que sonham em ser professoras ou artistas, ela deixa uma mensagem: "Como dizia Malala: “Uma criança, um professor, uma caneta e uma livro podem mudar o mundo". Educação não é quebra-galho! Crianças e adolescente precisam de você! É para quem está disposto a ser uma agente de transformação apesar das circunstâncias. Tenha orgulho de sua profissão, seja o melhor influenciador de todos! Questione-se: Qual é seu motivo para ação, para escolha dessa profissão? Lutas paralelas, sempre existirão, sejam elas familiares, políticas, financeiras, mas não são elas que ecoam na eternidade! Elas já existiam quando escolhi minha profissão e acredito que sempre existirão, mas ajude a lutar para a construção de um mundo melhor!"
Aos 21 anos de idade, Náthali dos Santos Cardoso carrega consigo a força da juventude, a sabedoria da experiência e o amor pela vida. Filha de Ereni dos Santos e Ilomar Ferreira Cardoso, tem duas irmãs e passou uma infância saudável, simples e feliz. Estudou o Ensino Fundamental na Escola Domingos Machado e concluiu o Médio na Escola Marcos Konder, em Ilhota.
Ela é moradora do bairro Ilhotinha e integra o Corpo de Bombeiros Voluntários de Ilhota. Sua trajetória no voluntariado começou em 2014, no projeto Bombeiro Mirim e Aspirante. Depois, ingressou na 12ª turma de formação do Bombeiros Voluntário de Ilhota. Terminou o curso no início de 2020, semanas antes de iniciar a pandemia.
A jovem é um exemplo de progresso. Nesses quase nove anos no quartel, acompanha diariamente muitos desafios e os enfrenta com toda garra. E quem conhece sabe que a dinâmica dos acionamentos é algo que segue impressionando Náthali. "Um dia, você auxilia em um trabalho de parto e no outro está reanimando um paciente em parada cardiorrespiratória. Numa manhã, você atende um bebê de três meses e no próximo acionamento atende um senhor de 75 anos. Às 3h da madrugada, somos acionados para um acidente em meio a rodovia. Mas também às 12h, no meio do almoço, podemos ser acionados para um combate a incêndio. No meio dessa incerteza do que nos espera e de quem nos espera ou telefona do outro lado da linha, somos o socorro para muitos. E, por isso, ao toque de um alarme de ocorrência, sairemos e realizaremos com maestria nosso atendimento. É uma responsabilidade enorme mas que se torna gratificante".
Muito feliz com o trabalho que desempenha e destinada a inspirar outras jovens mulheres, ela deixa um conselho valioso: "É uma realidade atípica para muitas? Com certeza! Embora exija persistência, se houver determinação, você pode, você consegue! Vale a pena. Deixo como um incentivo, mas também como um desafio, para superar seus limites e ser parte da unidade 39!".
É bem provável que você já tenha prestigiado um evento organizado pela cerimonialista Tati Gonzaga, uma profissional que é referência na região. Ela construiu uma trajetória profissional de encher os olhos. Por onde passa e coloca em prática seus projetos, realiza o sonho de muitas famílias. E é com o sentimento de realização que sua vida é movida.
Natural de Curitiba, no Paraná, Tati é filha de Orlando Raul de Souza e Maria Lucia Gonzaga de Souza. É mãe de Thaluany e Thabata e esposa de Janio Schmitt. E foi do amor pela família que surgiu o interesse em marcar a vida de outras famílias.
Tati lembra que sua trajetória profissional começou em um evento que trabalhou como recepcionista. Naquele momento, tocada pelos sentimentos que emanavam pelo local, se inspirou a seguir na área. "É um prazer sem igual sentir as pessoas felizes, realizando seus sonhas, criando uma expectativa para o que virá. Receber pessoas, conduzir, orientar, tratar bem, sentir o carinho a cada sorriso, cada gesto... não consigo expressar em palavras, só sentir".
Apaixonada pelo ofício, ela afirma que todo momento é especial quando se trabalha com sonhos. "A cada evento eu choro. Choro porque me sinto feliz, realizada, me envolvo com os noivos, seus familiares, seus sonhos. Os noivos se tornam parte da minha vida, do meu dia a dia, da minha história. Isso tudo me fez a Tati que sou hoje".
Para concluir, a cerimonialista deixa uma mensagem para mulheres que desejam ser realizadas e realizar sonhos através da profissão: "Não desistam nunca dos seus sonhos. Quando eu era recepcionista, admirava a cerimonialista para qual eu trabalhava. Achava ela linda, gostava dos gestos, da forma como tratava as pessoas, do ser que ela era. Eu me envolvia, fazia mais do que uma recepcionsita faz. Até que um dia me tornei cerimonialista. Ou seja: não desisti. Eu sonhei, ousei, me transformei e hoje estou aqui dando entrevista para um jornal".
Um talento lapidado diariamente, com muita dedicação. A vida da jovem Marielle Caroline Theiss é marcada por uma determinação única. Ela alcançou patamares incríveis e, ao que tudo indica, tem um futuro ainda mais brilhante pela frente.
Nascida em Blumenau, cresceu em Gaspar e foi no bairro Belchior Alto que descobriu a paixão pelo esporte. Na infância, jogava futebol com seus primos e amigos na casa da avó. Com a família, assistia aos jogos na televisão. Não demorou muito para que o dom da goleira fosse percebido pelas pessoas que a cercam.
Ela estudou até a oitava série na Escola Frei Policarpo; fez o Ensino Médio na Etevi, em Blumenau; e se formou em Administração pela Uniasselvi e em Educação Física na Unifecaf, em São Paulo.
Ter uma família acolhedora e que sempre apoiou e acreditou no seu potencial como atleta foi essencial. A goleira relembra momentos especiais da sua trajetória. "Em muitas das minhas conquistas pude tê-los presentes na arquibancada, torcendo e vibrando. Esses títulos têm um gosto especial", conta a filha de Odair e Rita, e irmã de Larissa.
Com início no time escolar, Marielle passou por Balneário Camboriú e Brusque. Além disso, representou equipes no Paraná e São Paulo. Seu excelente desempenho fez com que ela fosse convocada pela Seleção Brasileira de Futsal em dois amistosos e na Copa América. Além disso, atuou na Seleção Brasileira de Futebol de Salão.
Às mulheres que sonham ser atletas e seguir carreira no esporte, uma dica muito importante: "O esporte pode nos proporcionar grandes conquistas, tanto profissionalmente como pessoalmente. Acredite e confie em você, nosso sucesso depende dos nossos esforços".

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