Além dos problemas enfrentados diariamente na estrada intransitável, os moradores do trecho que liga a Capela São Braz até a cidade de Ilhota ainda enfrentam diversas dificuldades de infraestrutura.
Segundo Cláudio, faltam postes de iluminação pública na rua, e por isso os moradores não conseguem instalar linhas telefônicas em suas residência. Internet então, é algo totalmente fora da realidade dos moradores do local. ?Faltam dois postes e foram instalados alguns de forma provisória, mas o provisório virou definitivo e nunca mais vieram instalar estes postes?, reclama.
Além disso, a rua Olga Zuchi, uma transversal da estrada geral, e que fica quase na divisa com a cidade de Ilhota, está às escuras. Os postes da rua estão com as lâmpadas queimadas, e as mulheres que residem no local precisam enfrentar a escuridão para voltar para casa após o expediente.
Na rua também não passa o caminhão do lixo, e todos os moradores precisam levar o lixo até a estrada geral para que seja recolhido.
A água utilizada pelas famílias é retirada do poço, pois nunca houve instalação de água tratada no local. ?Falta-nos muita infraestrutura. Por isso que nos sentimos abandonados. Precisávamos de mais apoio e atenção do Poder Público, afinal, em período de eleição todos aparecem por aqui?, revela o morador Nereu José Zuchi.
Segundo a assessoria de imprensa do Samae, quanto à questão do lixo, a coleta é realizada todas as terças-feiras e sábados no bairro Lagoa, e que para resolver o problema o Samae vai instalar na rua Olga Zuchi uma lixeira coletiva para garantir e melhorar a coleta do lixo.
Sobre o serviço de água, a assessoria de imprensa explica que no momento não há previsão para implantação de rede nesta rua, visto que há outras reivindicações e melhorias que estão sendo executadas. Porém, a necessidade será incluída no planejamento da autarquia.
O reflexo do sol torna ainda mais visível o problema que aflige os moradores do trecho que compreende a Capela São Braz até a divisa com a cidade de Ilhota, no bairro Lagoa. Sem receber a visita da patrola há vários meses, a estrada geral do bairro está intransitável. Para passar de carro pelo local os moradores precisam reduzir a marcha, engatar a primeira e seguir o trajeto com velocidade inferior a cinco quilômetros por hora, para evitar danos nos carros e possíveis acidentes. ?Já cansamos de pedir que passem a patrola e coloquem macadame por aqui, mas nunca somos atendidos. A equipe da Secretaria de Obras vai com a patrola até a capela e depois volta?, reclama o morador Cláudio Zuchi.
A situação é confirmada pelo presidente da Associação de Moradores, Luis Nagel. Segundo Luis, a associação pediu recentemente que a patrola passasse pelo bairro, que estava com toda a estrada intransitável, devido às chuvas. ?Fomos atendidos, mas, novamente, a máquina foi até a capela e retornou?, confirma. Para Cláudio, o problema é fácil de ser solucionado, porém, precisa de vontade e disposição do Poder Público. ?A estrada é apenas um dos nossos muitos problemas. Nos sentimos abandonados aqui, pois carecemos de todos os serviços essenciais?, revela o morador.
Nereu José Zuchi também reside na localidade e afirma que as cerca de dez famílias que moram após a capela sentem-se esquecidas pelo Poder Público. ?Esse problema não é de hoje, sempre foi assim, mas agora a situação está beirando ao caos?, relata.
O que diz a Secretaria de Obras
O secretário de Obras, Soly Waltrick, explica que a patrola deve passar no bairro Lagoa após a conclusão das melhorias no bairro Gaspar Alto. ?A secretaria vai aproveitar para passar a patrola em várias ruas da localidade de uma vez, assim como está sendo feito em outros bairros?, garante.
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