Primeiro foram as moedas. Agora, as notas de R$ 2 e R$ 5 também estão sumindo do mercado. Os donos de lojas menores, como lanchonetes e lotéricas, entre outros lojistas, que o digam. ?A gente se vira como pode. Na medida do possível há uma troca de gentilezas entre os comerciantes próximos. Quando falta troco na hora da correria é difícil, mas temos de dar um jeito?, conta Josiane Klabunde, gerente de uma lanchonete no Centro de Gaspar.
Josiane conta que recentemente teve a ideia de colocar em seu estabelecimento uma espécie de bolinhas para crianças brincarem no valor de R$ 1. ?Moedas de R$ 1 ainda estão muito difíceis de conseguir, e agora notas de R$ 2 e R$ 5 também?, avisa.
De acordo com o comerciante Alex Pena, de fato o troco aos clientes não é um assunto simples, mas o empresário precisa também se prevenir. ?Procuro ao longo do mês, em especial no início, ter um bom estoque de troco, embora trabalhe em minha loja com valores mais arredondados, o que facilita?, frisa o morador de Gaspar, de 34 anos.
Governo admite dificuldade
O governo brasileiro admitiu que não tem dinheiro em caixa para fazer dinheiro. É isso mesmo: as notas velhas de R$ 2 e R$ 5 estão sumindo. O plano inicial era lançar essas notas novas e substituir todas as antigas ainda na Copa do Mundo. Mas aí veio o corte no orçamento do governo federal, o que atrasou a produção das notas novas de R$ 2 e R$ 5.
O Banco Central está substituindo essas notas antigas pelos modelos mais novos, que são menores e têm mais tecnologia. Um verniz protege o papel e deixa a nota mais resistente. Das notas de R$ 2 que estão em circulação hoje no país, quase metade ainda é do modelo antigo. Como o comércio não é obrigado a aceitar uma nota se ela estiver muito velha e desgastada, às vezes as pessoas têm que ir até o banco para fazer a troca. O Banco Central reconhece que a produção de notas foi prejudicada, mas diz que a troca está acontecendo. Só este ano substituiu 217 milhões de notas de R$ 2 e R$ 5. A ideia, agora, é trocar tudo até as Olimpíadas do Rio, no meio do ano que vem.
Edição: 1715
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