A família do jovem de 16 anos, morto durante uma ação do PPT de Gaspar na noite de sábado, dia 12 de outubro, entrou em contato com a redação do Cruzeiro do Vale. A tia do menino alega que a versão apresentada pela polícia não é verdadeira. “Eles não reagiram à abordagem. Estavam saindo para ir ao posto comprar uma coca cola. Só um tinha dinheiro no bolso para pagar a coca. A polícia alega que atirou para se defender, mas eles não tinham arma”, afirma a tia.
Conforme ela conta, os gêmeos haviam acabado de sair da casa dos pais para ir até o posto de combustível. Durante o caminho, eles foram abordados por um veículo preto, de onde saíram policiais à paisana. “Eles chegaram à paisana, num carro preto. Mas eram da polícia. Em seguida, o carro da polícia chegou atrás com muitos policiais. Essas afirmações sabemos de fonte segura. São pessoas que viram. Mas isso vamos passar para o nosso advogado”.
A tia desmente o fato dos jovens estarem armados durante a abordagem policial. Porém, confirma a versão de que uma arma foi encontrada dentro de um saco de carvão. “Tinha mesmo uma arma no saco de carvão e os dois usavam maconha, não vou negar. Não queremos livrar eles. Só queremos a verdade. Já contatamos um advogado criminalista e vamos tomar as devidas providências”.
O jovem de 16 anos morava com a esposa no bairro Gasparinho e tinha uma filha, que nasceu na sexta-feira, dia 11 de outubro. Ele era irmão gêmeo do outro jovem, que morava na casa dos pais, local próximo onde a abordagem policial aconteceu.
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Na casa de um deles, polícia encontrou uma arma dentro de um saco de carvão. |
O comandante da Polícia Militar de Gaspar, major Pedro Carlos Machado Junior, mantem a versão de que os jovens reagiram à abordagem policial. “Conforme relato da guarnição que atuou na ação, realmente foi utilizada uma viatura descaracterizada para se aproximar do local. Porém, todos os policiais militares estavam devidamente fardados. Os policiais receberam diversas informações e, inclusive, imagens de que esses menores estariam armados naquele momento. Então, se aproximaram com uma viatura à paisana para que não fossem vistos de longe”, detalha.
Ainda conforme o comandante, um deles sacou um revólver e, para cessar a agressão, a polícia realizou dois disparos, que atingiram o menor. O socorro chegou a ser acionado, mas ele não resistiu e faleceu.
Em relação ao outro menor, a PM afirma que ele fugiu em direção a um pátio residencial e foi pego pela polícia. Durante buscas em sua casa, major Pedro afirma que foram encontradas anotações referentes ao tráfico de drogas, e uma arma de fogo escondida dentro de um saco de carvão e maconha.
A ação foi autorizada pelo subcomandante da companhia e um Inquérito Policial Militar será aberto para apurar a ocorrência.

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