
A falta de água ainda é realidade para muitos moradores de Ilhota. Desde o início do ano, a comunidade do Loteamento Jardim das Arábias, no bairro Missões, vem sofrendo com a constante falta de água em certos períodos do dia. Mas este não é o único problema. Mesmo sem água, os moradores ainda precisam pagar o valor da fatura que chega a ser absurdo em certos casos, ultrapassando os R$ 90. Com o problema, famílias precisam encontrar soluções para conseguir viver sem um dos bens mais essenciais e necessários.
Kátia Gomes, 40 anos, vive no local há dois e afirma que o problema se agravou no início deste ano. ?Até então, ficávamos sem água de vez em quando, mas agora acontece o tempo todo. Na semana passada mesmo chegamos a ficar dois dias seguidos sem água. Isso é um absurdo?, critica. A família possui em casa uma caixa d?água de 250 litros, mas que não resolve a situação em dias em que falta água. Ela chegou a ir algumas vezes até a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Casan, de Ilhota, para tentar descobrir que estava acontecendo.
?Só me disseram que estavam em obras. Apesar disso, continuo recebendo minha fatura alta em casa e sendo obrigada a pagar?, afirma. Nos últimos três meses, o valor da fatura subiu absurdamente e ela precisou desembolsar R$ 90 em fevereiro, R$ 100 em março e vai pagar mais R$ 90 em abril. ?Não tem como isso acontecer. Somos quatro pessoas aqui. Até ano passado gastávamos em média R$ 40 por mês. Agora que mal temos água, gastamos mais que o dobro?.
Assim como Kátia, Márcia da Silva, 40 anos, também está indignada com os valores das últimas faturas de água. ?Há algumas semanas ficávamos sem água durante o dia e chegava apenas à noite. Quando vinha, estava cheia de areia ou com cheiro forte de cloro. Mesmo assim cheguei a pagar R$ 98?, destaca. Segundo a moradora, o valor é absurdo e irreal, já que na sua casa moram apenas duas pessoas, ela e uma filha pequena. Márcia lembra ainda que o problema piora aos fins de semana, quando a falta de água atrapalha também a limpeza da casa. ?Enquanto isso vamos nos virando, mas é difícil viver assim?, reconhece.
Aulas canceladas
No final de março, as aulas do turno vespertino da Escola Municipal Domingos José Machado, localizada no bairro Ilhotinha, tiveram que ser canceladas. O motivo foi justamente a falta de água. De acordo com a diretora dos anos finais do educandário, Gisele Russi, a escola fica em um morro e por isso a água não estava chegando até o local. ?Não tínhamos água para fazer nada, por isso as aulas das turmas vespertinas foram canceladas?, explica. Como no dia anterior não houve este problema, os alunos precisaram ser avisados pelos motoristas de ônibus, alunos do turno matutino e através de um comunicado feito pela direção em uma rede social.
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