Sabe aquela conta no comércio que você tanto quer pagar, mas que o mês passa e, mais uma vez, ela fica para trás? Ou aquele parcelamento no banco que gerou um novo acordo e que, mesmo assim, não foi possível realizar a quitação? Esses são dois exemplos de casos resolvidos durante o Feirão Limpe Seu Nome, realizado pelo Procon de Gaspar, em parceria com a CDL, bancos e cooperativas da cidade.
De um total de 299 atendimentos realizados em três dias de ação, 112 situações foram resolvidas e uma dívida de mais de meio milhão de reais foi renegociada por R$246.302,37. A grande procura da comunidade foi em relação a débitos com bancos, cooperativas ou financeiras. Em seguida, apareceram as inadimplências no comércio. E, depois, as negociações em relação a serviços básicos.
De acordo com o superintendente do Procon de Gaspar, Thiago Fellipe Zardo Machado, o número de atendimentos superou as expectativas. “Realizamos cerca de 100 atendimentos no Procon por semana. Ou seja, esses quase 300 atendimento representam três semanas de trabalho. O fornecedores aproveitaram o feirão e ofertaram condições especiais aos clientes, coisa que não acontece no dia a dia. Com certeza, o resultado foi muito positivo e este valor deve entrar, em alguns meses, na economia da cidade também”.
Dos 299 atendimentos, 112 foram resolvidos. Isso quer dizer que 37,46% dos consumidores que participaram do feirão conseguiram renegociar suas dívidas. O valor devido foi acordado para pagamento à vista e também com entrada + novo parcelamento.
136 negociações ainda estão tramitando entre o Procon e os fornecedores. “Grande parte dessas questões em tramitação serão resolvidas nos próximos dias. A recuperação do valor, o resgate do cliente e a anulação de mais custos de cobranças fazem com que muitos fornecedores aceitem a negociação”, afirma Thiago.
Apenas 17,06% dos casos que chegaram até o feirão não tiveram acordo formalizado. Conforme o superintendente do Procon, isso acontece devido à falta de dinheiro dos consumidores para cumprirem um novo acordo. “Notamos que a maioria dos clientes tem boa vontade de pagar, assim como os fornecedores deram condições de uma renegociação. Mas, nesses casos, ficou notório que a falta de condições financeiras impediu um acordo”.
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).