
A dor pela perda e a sensação de justiça são sentimentos presentes nos familiares e amigos do idoso João Melo, assassinado em dezembro de 2015. Nesta quarta-feira, 8 de março, os assassinos Fábio Melo, filho da vítima; e Márcia Diogo, nora; foram à júri popular e, após cerca de 10 horas de julgamento, foram condenados a 40 e 28 anos, respectivamente. O destino dos assassinos foi decidido por sete jurados, que iniciaram o estudo sobre o caso às 9h e sentenciaram o casal por volta das 19h30.
A promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon atuou na acusação e, por volta das 14h30, iniciou sua fala direcionada aos jurados populares. Ela explanou todo o acontecido e afirmou que Fábio, filho de João, matou o pai por motivo fútil e que ele desrespeitou um dos principais mandamentos, que é honrar e respeitar pai e mãe. Ela disse ainda que a vítima era agredida frequentemente e que, por amor ao filho, nunca o denunciou.
Após muita explanação sobre o caso, acusação por parte da promotoria e defesa por parte dos advogados dos até então acusados, a juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Gaspar, Dra. Graziela Schizuijo Alchini, leu a pena e condenou Fábio a 40 anos de reclusão e Márcia a 28 anos, ambos em regime inicialmente fechado.
A sentença diz que o crime “(...) ultrapassa a normalidade do crime, pois além de o autor ter cometido o crime contra o próprio pai e situação de violência doméstica (...) o crime chocou a comunidade gasparense, merecendo maior reprovação. Além disso, o fato de ter o acusado e a companheira passado alguns dias com o cadáver do pai em estado de putrefação dentro de casa, no Natal daquele ano, representa sem dúvidas maior reprovabilidade de conduta (...)”.
Com o fim do julgamento, os condenados foram levados ao Presídio Regional de Blumenau para cumprirem a pena.
João Melo foi assassinado em sua casa, na Br-470, na localidade do Morro Grande, em Gaspar, no dia 24 de dezembro de 2015. Investigações da Polícia Civil chegaram ao nome de Fábio Melo, filho de João, e de Márcia Diogo, nora; como suspeitos pelo assassinato. Os dois teriam ficado com o corpo na residência até o dia 26 de dezembro e, depois, fugido para a cidade de Presidente Nereu, há cerca de 130 km de Gaspar.
Fábio e Márcia foram presos na casa de parentes, em Presidente Nereu, no dia 16 de abril de 2016“No trajeto, o taxista percebeu o mau cheiro que estava nas roupas da dupla e desconfiou, pois era conhecido da família e sempre fazia corridas para João, o filho e a nora. O taxista disse que o cheiro era tão forte que teve que levar o carro à lavação no dia seguinte”, contou o delegado Egídio Maciel Ferrari no dia da prisão.
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