
Uma celebração tomada pela emoção marcou a ordenação sacerdotal do frei Jhones Lucas Martins, que atua em Gaspar desde o início deste ano. A ordenação aconteceu em sua cidade Natal, Macatuba, no estado de São Paulo.
Frei Jhones foi ordenado padre na manhã deste sábado, dia 26 de março, na Paróquia Santo Antônio, de Macatuba, pelas mãos do Arcebispo de Botucatu, Dom Maurício Grotto de Camargo. A celebração iniciou às 10h e finalizou por volta das 13h. Sua Primeira Missa será celebrada no domingo, dia 27, às 10h, no mesmo local em que aconteceu a ordenação.
Familiares e amigos lotaram a igreja para a ordenação. Além de moradores de Macatuba, um grupo de Gaspar preparou uma excursão e participou do especial momento. Outro grupo do Rio de Janeiro, onde frei Jhones também já atuou, se fez presente.
Frei Jhones nasceu em 6 de abril de 1990 na cidade de Macatuba, estado de São Paulo. É filho de Donizetti Martins e Maria Aparecida dos Santos Martins, que não conseguiram conter a emoção ao entregar o filho para a evangelização. Ele tem dois irmãos: Junior e Ana Paula.
Frei Jhones ingressou no Seminário São Francisco de Assis, em Ituporanga (SC) em 2010 e fez o Postulantado em Guaratinguetá em 2011. Em 2012, em Rodeio, fez o noviciado e em 3 de janeiro de 2013 professou os primeiros votos.
Em 2013, foi para Rondinha, onde cursou Filosofia. Três anos mais tarde, em 2016, foi para Angola em uma missão. Fez a Profissão Solene em 15 de novembro de 2018 e, em 2020, voltou para Petrópolis para terminar a Teologia. Em 19 de dezembro de 2020 se ordenou diácono e foi transferido para o Largo São Francisco. No início de 2022, foi transferido para Gaspar, onde atua na Paróquia São Pedro Apóstolo.
O site franciscanos.org.br publicou com exclusividade uma entrevista com frei Jhones. Confira o texto de Moacir Beggo:
Franciscanos – Frei Jhones, fale um pouco de sua família.
Frei Jhones – Meus pais são Maria Aparecida dos Santos Martins e Donizetti Martins. São meus irmãos Ana Paula Martins e Junior Ricardo Martins. Tenho 4 sobrinhos. Meus pais sempre foram muito presentes em minha vida, seja minha vida escolar seja em minha vida vocacional. Meu pai, há 20 anos, é ministro da Eucaristia e Catequista. Minha mãe, por um tempo foi ministra da Eucaristia, mas parou para cuidar da minha avó Dona Luzia, mãe de meu pai. Minha avó também tem papel importante em minha vida religiosa vocacional. Penso que é graças às suas orações que hoje me tornei quem sou na Igreja e na vida franciscana.
Franciscanos – Quando se deu o discernimento vocacional?
Frei Jhones – Bom, desde que eu me entendo por gente quero ser padre. Falo padre, porque quando criança não sabia a diferença. Quando fui crescendo, fui entendendo a diferença entre clero regular e clero secular. Com isso, me apaixonei pela vida religiosa. Durante os anos de 2006-2007, fiz uma experiência em uma comunidade religiosa chamada de Oblatos de Cristo Sacerdote, na qual sou grato até hoje por tudo o que me ensinaram. E foi nessa congregação que conheci a espiritualidade franciscana. Pois, na cidade de Pindamonhangaba onde morei havia uma creche que era cuidada pelos frades de uma instituição franciscana, mas não eram OFM. Conhecendo eles, conheci Francisco e conhecendo Francisco percebi que era isso que queria. Saí dos oblatos em 2007. E, no ano de 2008, fiz encontros na Diocese primeiramente e, no final de 2008, fui pesquisando sobre São Francisco e conheci o site e vi que em Agudos havia o seminário. Foi lá que eu mergulhei no carisma por meio do Frei Nazareno. Comecei, então, a fazer os encontros vocacionais. Gostei tanto, que não tinha como eu fazer outra escolha para minha vida do que ser frade.
Franciscanos – Por que escolheu ser frade?
Frei Jhones – Acho que essa pergunta tem que ser feita para São Francisco, o porquê ele me quis frade (risos). Sempre perguntei a mim mesmo porque ser frade? Penso que não há uma resposta clara, há sempre nuances. Não há nada mais belo do que sentar à mesa em uma casa franciscana e perceber que ali estamos entre irmãos. A beleza franciscana me atrai. Podemos discordar de várias coisas, mas o que nos une é a beleza de querermos estar juntos. Por isso, eu penso que se o frade não quer estar junto dos irmãos, não dá pra ser frade. Escolhi ser frade, porque quero estar junto.
Franciscanos – Há espaço para o carisma franciscano no mundo de hoje?
Frei Jhones – Penso que o carisma franciscano, na sua maneira de ser, somente tem a contribuir para o mundo de hoje. Todos nós, franciscanos, apontamos o Cristo como a nossa maneira de ser. Ser franciscano é ser outro Cristo a exemplo de nosso Pai São Francisco. Precisamos resgatar sempre a imagem de Cristo em nós para ser no mundo instrumento de Paz e Bem. Há espaços na medida em que deixamos Cristo agir.
Franciscanos – Vale a pena ser religioso franciscano? Deixe uma mensagem para os jovens que querem conhecer o carisma franciscano.
Frei Jhones – Não vale a pena, vale a vida inteira. Sempre carrego em meu coração o que uma Irmã Franciscana Catequista disse uma vez: “Quando você entrar para o convento, entre como se fosse para sempre”. Deste modo, eu não sei ser outra coisa nesse mundo do que um consagrado franciscano. E você, jovem, que está nas etapas de formação, nunca se esqueça de alimentar “o seu para sempre”. Três coisas necessárias: 1. Oração, pois tudo é para o Louvor e Glória da Santíssima Trindade; 2. Não olhes para trás; e 3. Tudo para Deus, no serviço à Igreja e a todos os homens.
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*Fotos: Gilberto Schmitt/ Cruzeiro do Vale


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