Gaspar atrai empresas que fomentam a economia com novas vagas de empregos - Jornal Cruzeiro do Vale

Gaspar atrai empresas que fomentam a economia com novas vagas de empregos

04/09/2020

Gaspar continua sendo notícia quando o assunto é a escolha para novos investimentos. O Mapa Geral de Empresas mostra que somente em 2020 foi registrada a abertura de 899 novas unidades. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, apenas em junho 162 iniciaram as atividades no município. O número equivale a 60% do registrado em 2019, que foi de 1009. Atualmente, Gaspar tem 9326 empresas ativas.

Entre os novos investimentos que buscam Gaspar para expandir os negócios, está o Mercado Livre, considerado o maior e-commerce da América Latina. A multinacional estuda a viabilidade para implantação de um Centro de Distribuição na cidade.

“Gaspar está em uma localização privilegiada, no coração do Vale do Itajaí. A cidade tem crescido e se desenvolvido cada vez mais. Além disso, o município tem implantado diversas ferramentas que aproximam o investidor, do micro ao grande, do poder público, além de desburocratizar os processos administrativos. Os investidores percebem as mudanças e isso atrai tanto os novos negócios, como o fortalecimento dos já estão instalados na cidade”, explica o prefeito Kleber Wan-Dall.

Mercado aquecido

A abertura de novos empreendimentos faz com que o mercado de trabalho também se aqueça, gerando novas oportunidades de empregos e renda. Em julho, foram gerados 987 empregos formais, com um saldo positivo de 254. Com esse resultado, o município se torna o 4º que mais gerou empregos em Santa Catarina, com números proporcionais à população.

Entre as cidades do Médio Vale, Gaspar é a segunda que mais gera emprego, atrás apenas de Blumenau.

Além disso, Gaspar é a 10° cidade que mais cria empregos formais com a população acima de 30.000 habitantes de Santa Catarina. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, órgão do Ministério da Economia.

Com um pouco mais de 70 mil habitantes, Gaspar é a terceira cidade mais populosa do Vale do Itajaí. Na comparação entre 2014 e 2018, o PIB per capita de Gaspar cresceu 11%, passando de R$ 37.480,00 para R$ 41.905,48, superando a média nacional de R$ 31.833,50.

Esse dado ajuda a dimensionar o tamanho do crescimento do município nos últimos anos. Além do crescimento econômico, Gaspar conquistou um significativo avanço social, melhorando o seu índice de desenvolvimento. O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico dos municípios, em três áreas de atuação: Emprego e Renda, Educação e Saúde. O indicador aponta Gaspar em 1º lugar dos municípios do Vale do Itajaí, 6º lugar no estado. No ranking nacional Gaspar aparece em 29º lugar. O IFDM faz referência a 2018 e avalia as contas de 5.337 municípios de todo o país.

Este crescimento tem como motivo principal a agilidade na abertura de negócios.

A modernização dos serviços no Espaço do Empreendedor e da Legislação com a lei da liberdade econômica conseguiu reduzir o tempo médio para abertura de novas iniciativas no município. Atualmente, conforme a atividade, o alvará pode ser emitido em até 24h. A média de abertura geral é de apenas três dias, de acordo com o Mapa Geral de Empresas.

CADE vai julgar aquisição de setores e produtos da Bunge pela Seara

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) vai julgar a aquisição de setores de maioneses e margarinas da Bunge pela Seara. Por meio da operação, a Bunge pretende vender à Seara a sua capacidade produtiva (fábricas), marcas dos produtos e outros ativos.

De acordo com o Diário Oficial da União de 2 de setembro, última quarta-feira, o Plenário avocou ato de concentração em que define o andamento do processo.

A relatoria do processo foi sorteada para o conselheiro Sérgio Ravagnani. Em despacho, o conselheiro Luis Henrique Bertolino Braido destacou que a operação afeta dois mercados relevantes: margarinas e óleo degomado de soja. Com relação ao mercado de margarinas, Braido afirmou ser necessário um exame mais aprofundado das justificativas para aprovação, uma vez que foi verificada a existência de alta concentração decorrente da operação e barreiras à entrada de novos concorrentes.

No que diz respeito ao óleo degomado de soja – insumo utilizado na produção de margarinas, o conselheiro pontuou a importância de ser realizada análise adicional sobre a relação de fornecimento do produto. “Note-se que, como a operação implicará em uma elevada concentração entre dois concorrentes, dentre elas a BRF, caberia ainda aprofundar o exame de modo a afastar a possibilidade de que a estrutura apresentada ao Cade facilite eventuais condutas anticompetitivas no mercado”, avaliou.

O Tribunal do Cade aprovou por unanimidade o despacho de avocação e, na sequência, o processo foi distribuído para a relatoria do conselheiro Sérgio Ravagnani.

No final de 2019, a JBS, controladora da Seara, informou que havia adquirido por R$ 700 milhões da Bunge, os ativos de margarinas e que inclui as unidades de Gaspar, São Paulo e Suape, em Pernambuco, bem como as marcas Delícia, Primor e Gradina.

A unidade de margarina de Gaspar foi a primeira que a antiga Cevalmontou quando resolveu entrar nesta área. A segunda unidade da Ceval foi no complexo portuário de Suape, em Ipojuca. Já unidade de São Paulo pertencia a Santista, a origem da bicentenária holandesa Bunge no Brasil há mais de 100 anos.

 

Edição 1967

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