Gaspar possui 225 armadilhas contra o mosquito da dengue - Jornal Cruzeiro do Vale

Gaspar possui 225 armadilhas contra o mosquito da dengue

12/09/2010

fotopg14abreMD.jpgDe todos os estados brasileiros, Santa Catarina é o único que nunca apresentou casos de dengue contraídos em seu território. Apesar das estatísticas, o estado também será contemplado com as novas ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para avaliar o risco de epidemias de dengue nos municípios brasileiros e orientar ações imediatas para evitar que elas se tornem realidade.

Batizada de ?Risco Dengue?, a ação utiliza cinco critérios básicos: três do setor Saúde ? incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação; um ambiental ? cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e um demográfico ? densidade populacional. A nova metodologia reforça o caráter intersetorial do controle da dengue e permite aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.

Em Gaspar, diversas ações são realizadas todos os anos. Os trabalhos são coordenados por Alcídio Rodolfo da Silva, que com sua equipe monitora semanalmente todas as 225 armadilhas montadas pelos bairros, com o objetivo de evitar o surgimento de focos de dengue na cidade. Apesar de nunca ter registrado casos de dengue contraídos na cidade, neste ano três pessoas apresentaram a doença, todas contaminadas em outros estados brasileiros, mas que foram tratadas em Gaspar.

Além disso, quatro focos de dengue foram encontrados, dois no Poço Grande, um no Bela Vista e um no Santa Terezinha e desde que foram detectados estão sob controle rigoroso da equipe da Secretaria de Saúde. ?Nosso objetivo é manter as estatísticas e fazer com que nenhuma pessoa seja contaminada em nossa cidade.


Assim, podemos servir de exemplo para os demais estados brasileiros e para as ações do Ministério da Saúde?, comenta Alcídio, que faz palestras nas escolas para orientar as crianças sobre a importância de evitar o surgimento de focos do mosquito na cidade.


O projeto

O projeto ?Risco Dengue? parte de dados já disponíveis nos municípios e estados brasileiros e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde, SUS. Para os 26 estados e o Distrito Federal, o risco de epidemia aumenta em municípios de maior porte e regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemia recentemente nem tenham alta circulação do sorotipo viral predominante no país. Ausência ou deficiência dos serviços de coleta de lixo e abastecimento de água, além do índice de infestação pelo mosquito transmissor, também são indicadores importantes de risco para dengue.

Com base no cruzamento destes dados, o Ministério da Saúde alerta que, para o verão de 2010/2011, dez estados brasileiros têm risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue, nove estados têm risco alto e cinco estados mais o Distrito Federal têm risco moderado (veja mapa).

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O Ministério ressalta que este mapa não considera uma eventual dispersão do vírus DEN-4 no país. O sorotipo foi identificado em Roraima no mês de agosto, após 28 anos sem circulação no Brasil.

O Ministério alertou todas as unidades da Federação para intensificar o monitoramento viral e, até o momento, não há evidência deste vírus fora do estado de Roraima.

 

Ações serão realizadas em todo o país

Entre as ações imediatas a serem realizadas através do ?Risco Dengue?  estão: visitas domiciliares, mutirões de limpeza urbana, reforço da coleta de lixo, eliminação e tratamento de criadouros nas residências, aplicação de larvicidas e inseticidas e busca ativa de casos e óbitos suspeitos de dengue.

Outro objetivo fundamental das ações de controle é a redução da ocorrência de casos graves e mortes por dengue. Para isto, é fundamental que os estados e municípios organizem os serviços de saúde locais, tendo como porta de entrada a unidade de atenção primária de saúde, e apliquem a classificação de risco para atendimento de pacientes de dengue em todos os níveis de atenção, conforme previsto nas Diretrizes Nacionais de Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, lançadas em julho de 2009. Além disso, a mobilização da comunidade e a divulgação de campanhas de informação devem ser reforçadas, sobretudo nos ?pontos quentes?.

As Secretarias Estaduais de Saúde ficam responsáveis por gerenciar os estoques de larvicidas e inseticidas, com distribuição prioritária aos municípios mais vulneráveis e monitoramento da resistência dos mosquitos. O acompanhamento e supervisão das atividades de campo, atualização periódica de dados, monitoramento da circulação viral e apoio na investigação de casos e óbitos também são atribuições dos estados.

 

edição 1228

Comentários

RAQUEL
12/09/2010 21:12
Quero parabenizar a equipe da Vigilância Ambiental pelo seu excelente trabalho no combate a DENGUE,.
O responsável técnico é muito competente ,e tem razão qdo diz que nunca tivemos dengue no nosso estado,só casos importados.
Parabens ALCÍDIO e a sua equipe.
Um abraço .

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