
Na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro, um macaco da espeécie Bugio foi encontrado morto no bairro Belchior Alto, em Gaspar. Representantes da Vigilância Epidemiológica estiveram no local para estudar o caso e colher materiais. As amostras foram encaminhadas imediatamente ao laboratório para análise. Apesar disso, o resultado, que dirá se a morte é decorrente ou não da febre amarela, pode demorar até 30 dias para ser enviado.
Jiceli Petró, diretora-geral de Vigilância em Saúde, afirma que ainda é cedo para afirmar que trata-se de um caso grave ou apenas a morte de um animal por qualquer outro motivo. Ela pede cautela e orienta a população. “Estamos fazendo o possível para garantir a proteção da comunidade. Mas, como venho destacando nos últimos anos, os gasparenses devem tomar a vacina contra a febre amarela”.
É importante lembrar que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são vítimas da doença, assim como os humanos. A doença é transmitida apenas pela picada do mosquito infectado. Matar esses animais é crime ambiental e, inclusive, prejudica o controle da doença.
De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), a única maneira de se proteger da febre amarela é através da imunização. Em Gaspar, a dose é disponibilizada de maneira gratuita, durante todo o ano. Para se vacinar, basta comparecer às unidades de Saúde com documento de identificação. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h.
- ESF Figueira (Rua Rio Negrinho, s/n)
- ESF Bela Vista (Rua Adriano Kormann, n. 700,)
- ESF Coloninha (Prefeito Leopoldo Schramm, n. 250)
- ESF Centro (Rua Augusto Beduschi, n. 130)
- ESF Gaspar Grande (Rua José Anastácio da Silva, s/n)
- ESF Sete de Setembro (Rua Arnoldo Bernardino de Souza, n. 75)
- ESF Santa Terezinha (Rua Jacob Junkes, s/n)
- ESF Barracão (Rua João Barbieri, n. 143)
- ESF Belchior (Rua Germano Tillmann, n. 100)
- ESF Waltrudes Bósio (Rua Pedro Simon, s/n, Margem Esquerda)
- ESF Margem Esquerda II (Loteamento Jardim das Arábias, n. 136)
- ESF Vereador José Bonetti (Rua Fênix, n. 130, Gasparinho)
- ESF Poço Grande (Rua Renato Manoel Peixoto, s/n)
O primeiro caso de febre amarela contraída por humano, em Santa Catarina, foi confirmado em março de 2019. O segundo caso veio à tona em junho do mesmo ano. Ambas as vítimas não tinham registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) e faleceram. Com relação aos animais, apenas seis dos 353 macacos mortos no estado tiveram a morte confirmada por febre amarela.
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