
Há três meses, a vida de Carmelita Alves de Andrade Zermiani e de toda a sua família virou de ponta cabeça. Isso porque a moradora do bairro Santa Terezinha, em Gaspar, foi diagnosticada com câncer no pulmão. Desde então, todos lutam contra o tempo para proporcionar a ela uma melhor qualidade de vida e tratamento adequado.
Carmelita tem câncer no pulmão com metástase no fígado e ossos. A descoberta aconteceu há três meses. Porém, os primeiros sintomas começaram a aparecer de forma discreta em dezembro do ano passado. “No final do ano, percebemos que ela estava emagrecendo e tossia bastante. Foram feitos exames, mas nenhum médico identificou a doença. Até que ela foi internada com muita fraqueza. Juntando os exames no hospital com os que fizemos de forma particular, a doença foi mapeada”, conta a filha, Francini Zermiani Rohling
O tratamento de Carmelita deve ser feito com um medicamento chamado Alectinibe, de 150mg. Cada caixa dura um mês e custa R$42 mil. Ele não é fornecido pelo SUS e, diante desta realidade, a família pede a ajuda da comunidade para arrecadar o valor e dar início ao tratamento adequado.
A campanha em prol de Carmelita foi lançada no dia 27 de junho e, em menos de 24 horas, a família conseguiu doações que somam mais de R$15 mil. “Esse medicamento é a única chance de sobrevida da mãe. Precisamos iniciar o tratamento com ele com urgência. Enquanto isso, a médica recomendou a quimioterapia tradicional para ver se consegue conter a doença. Não é o mais indicado para a situação dela, mas vamos tentar”, diz Francini.
Doações de qualquer valor podem ser feitas da seguinte forma:
- PIX 485.713.939-15
- Transferência para Agência 001 / Conta 68925985-4 / Banco 0260 – Nubank
Ambos em nome de Carmelita Alves de Andrade Zermiani
A família de Carmelita está ingressando com uma ação na justiça para que o governo arque com as despesas que envolvem a compra deste medicamento. “Estamos juntando a documentação há quatro semanas. Cada etapa, cada documento leva dias para ficar pronto, mesmo sendo prioridade. Estamos aguardando apenas dois prontuários médicos para entrar na justiça”.
Do início da ação na justiça até a sentença final podem passar cerca de dois meses. “O processo depende de vários fatores e a sentença pode levar semanas ou meses. Enquanto isso, a orientação da médica oncológica é de que ela precisa tomar o medicamento com urgência. Por isso estamos arrecadando e fazendo vaquinha, para conseguir o quanto antes a primeira caixa”.
Carmelita tem 56 anos e sempre foi uma mulher muito ativa. Conforme descreve a filha Francini, a mãe sempre foi muito conversadeira, gostava de passear e sempre foi muito saudável: nunca teve doença e nunca ia para um hospital. “Agora ela tem que ficar mais quietinha, porque não tem fôlego nem energia para conversar direito. Está bem fraca. A doença avançou muito desde que descobrimos”.
Hoje, Carmelita está em casa. Ela já emagreceu 10 quilos devido e faz uso contínuo de oxigênio. “Meu pai está cuidando dela. Ela fica praticamente acamada, refém do oxigênio. Mas se alimenta e consegue fazer as necessidades básicas sozinhas. Precisa de auxílio apenas no banho. Nossa família está todo dia na casa deles ajudando também”.


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