
Quando se trabalha pelo bem do próximo, a missão é cumprir bem o serviço. Mas, quando o reconhecimento vem de forma pública, a sensação de dever cumprido se torna ainda maior. E é desta forma que o trabalho executado pelo Posto 2 da Polícia Militar Rodoviária, localizado no bairro Poço Grande, em Gaspar, é lembrado.
Há exatos 45 anos, o P2 era inaugurado em Gaspar. E há exatos 45 anos, Pedro José dos Santos, mais conhecido como Pepa, nasceu de novo.
No dia 23 de agosto de 1977, aos 23 anos, Pedro José dos Santos trabalhava em um elevador na Ceval Alimentos (hoje Bunge) quando sofreu uma descarga elétrica e despencou de uma altura de 18 metros. Ele caiu em cima de um telhado de alumínio e logo após o impacto da queda ficou imóvel.
Sem bombeiros ou qualquer outro tipo de socorro existente hoje, os policiais da então Polícia Rodoviária foram acionados. A equipe estava trabalhando há apenas 12 dias e esta foi a primeira ocorrência de grande vulto atendida pelo P2.
Em uma Caravan, ele foi levado ao Hospital de Gaspar e, em seguida, transferido para o Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Ele ficou internado de 23 de agosto até 1º de novembro.
Foram dois anos e meio em uma cadeira de rodas e, com muita força de vontade e ajuda da família, Pepa se recuperou aos poucos e passou a usar andador e muletas. Passados 45 anos do maior susto da sua vida, ele visitou o posto da Polícia Militar Rodoviária para, mais uma vez, reconhecer e agradecer por terem salvado sua vida. “Eles estavam há poucos dias atuando e lembro que o Sargento Adelino Pires era o comandante. Não canso de agradecer. Sempre digo pra todo mundo que a Polícia Rodoviária salvou minha vida”.
No P2, Pepa e a esposa Marlete Debortoli dos Santos foram recebidos pelo comandante, o subtenente Vieira Ramos. “É emocionante ver que as pessoas são gratas pelo nosso serviço. O acidente não aconteceu na minha época, mas a emoção é a mesma”.
Pepa era recém-casado quando o acidente de trabalho aconteceu. Ao lado da esposa Marlene, ele superou os obstáculos que vieram com as sequelas dos ferimentos e venceu. Foi vereador em Gaspar por 10 anos, de 1982 até 1992, e há 25 anos tem uma empresa de transportes.
Um exemplar semelhante à Caravan utilizada em 1977 para socorrer Pepa pode ser encontrada em Florianópolis, na sede do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual.
Na década de 1970, a explosão do progresso do Médio Vale do Itajaí trouxe consigo um grande movimento para as rodovias e, consequentemente, um aumento significativo no número de acidentes de trânsito. A Rodovia Jorge Lacerda chegou a ser chamada de ‘Corredor da Morte’ devido à quantidade de colisões que registrava.
Diante do clamor dos moradores, o então deputado Estadual Àlvaro Correia utilizou diversas vezes a tribuna da Assembleia Legislativa para pedir a criação de um órgão especializado no policiamento ostensivo rodoviário. A ideia foi aprovada, analisada e, em 1976, foi celebrado um convênio que estabeleceu cooperação recíproca entre a Polícia Militar e a Secretaria de Obras.
Em maio de 1977, um decreto criou o Policiamento Militar Rodoviário de Santa Catarina para fiscalizar o trânsito nas rodovias catarinenses. Em 11 de agosto do mesmo ano, foram ativados o P1 e P2, em Florianópolis e Gaspar, respectivamente, com um efetivo total de 27 homens.
O posto da Polícia Militar Rodoviária de Gaspar se chama P2 porque foi o segundo a ser aberto em Santa Catarina. Hoje, a PMRv possui 24 postos e o 25º já está sendo construído na cidade de Chapecó.
O P2 é responsável pelo patrulhamento em uma malha viária de 191 quilômetros, que cobre as cidades de Gaspar, Ilhota, Itajaí, Penha, Balneário Piçarras, Brusque, Botuverá, Nova Trento, São João Batista, Major Gercino, Canelinha, Tijucas, Navegantes e Luiz Alves. São cinco rodovias e três acessos estaduais: SC-108 (Gaspar-Major Gercino); SC-410 (Tijucas-Nova Trento); SC-412 (Itajaí-Gaspar); SC-414 (BR-470-Luiz Alves); SC-486 (Itajaí-Botuverá), além dos acessos Norte a Penha (BR-101-Penha/Bal. Piçarras), Sul a Penha (BR-101-Parque Beto Carrero) e Sul ao Distrito Claraíba (Nova Trento-Claraíba).
Hoje, a equipe conta com três viaturas, sede, e equipamentos que proporcionam mais eficácia nos atendimentos, como drone, celular para registros de ocorrências, sistema de consultas e testes passivos (que tem o resultado em segundos).
3º Sargento Adelino Antônio Pires
2º Sargento Edson Duarte
3º Sargento Osni Pereira dos Santos
2º Sargento Valter Miranda
1º Sargento Maurilio Apolônio Aparício
Subtenente Adelino Antônio Pires
Subtenente Valter Miranda
1º Sargento Rui V. do Nascimento
1º Sargento Ronildo Amauri Lopes
1º Sargento Cristina Moreira
Subtenente Ismael da Silva Amaral
Subtenente Osmar Mota
Subtenente Marcelo Vieira Ramos


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