
Pela segunda vez no dia, a população se reuniu para manifestar sua indignação pela atual situação do Brasil e em apoio à paralisação dos caminhoneiros. Vestindo verde e amarelo, carregando cartazes e faixas e aos gritos de "Fora Temer", mais de duas mil pessoas se reuniram nas escadarias da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, no centro de Gaspar.
Um dos organizadores da ação, Hércules Mateus Teske, de apenas 13 anos, diz que a intenção da manifestação é melhorar a cidade e mostrar união no momento complicado pelo qual o país passa. "Vamos mostrar que Gaspar tem voz e que é unida, porque é disso que a cidade precisa: de gente unida".
Nilton César de Oliveira, de 48 anos, participou da passeata. Ele conta que foi caminhoneiro por muitos anos e emociona-se ao falar que teve que deixar a profissão porque não havia mais condições de continuar. "Faz dois anos que eu parei porque não tem como aguentar na estrada, é uma vida muito sofrida. E esse protesto demorou pra acontecer. O caminhoneiro vem guardando isso há anos. Agora, chegou numa situação que não dá mais. Aa gente não vê mais solução para o país". Ele ainda defende que as pessoas precisam sair de casa e mostrar seu apoio. "A nossa salvação é que agora os caminhoneiros desse país resolveram fazer alguma coisa por nós. Então, a gente acredita que os caminhoneiros têm força. Só que não podemos deixar eles sozinhos nessa luta. O povo tem que se conscientizar, deixar a comodidade um pouco de lado e vir lutar pelo que a gente tem vontade de fazer nesse país, não só por nós, mas pelos nossos filhos, pelos nossos netos".
A manifestação do fim da tarde de segunda começou na escadaria da Igreja Matriz saiu em passeata pela Avenida das Comunidades. Em seguida, deu a volta pela prefeitura e voltou para a igreja.
Além da comunidade, estiveram presentes na manifestação o prefeito, Kleber Wan-Dall, alguns secretários e vereadores.
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