Em Gaspar, há cinco localidades com paralisação por conta da greve dos caminhoneiros. Apenas carros de passeio, cargas vivas, ônibus e transporte de gás e oxigênio estão liberados para passar pelos pontos onde as manifestações acontecem. Motoristas que tentam burlar as regras estabelecidas pelos protestantes, levando mercadorias, por exemplo, estão sendo parados e convidados a se juntar à greve ou a retornarem pelo caminho que vieram. A reportagem do Cruzeiro do Vale esteve em todas as regiões de Gaspar em que a diminuição da carga tributária sobre o combustível está sendo solicitada de forma mais intensa.
No bairro Belchior Baixo, nas proximidades da empresa Segalas Alimentos, a BR-470 está fechada desde terça-feira, 22 de maio. Os adeptos do movimento estão decididos a permanecer em estado de greve até que o problema seja resolvido pelos governantes. “Precisamos resolver essa questão imediatamente. O preço do combustível é um absurdo e nós caminhoneiros não vamos tolerar isso”, comenta o blumenauense Alcides Sell, que trabalha há 16 anos no ramo. Neste ponto, as paralisações ocorrem 24h por dia.
Na entrada do Baú, divisa entre Gaspar e Ilhota, há queima de pneus nos dois lados das pistas. O movimento, que teve início às 7h desta sexta-feira, 25, chama a atenção, já que há cerca de 25 tratores e 50 caminhões que aderiram à greve. Conforme explica o coordenador do movimento daquela região, Luiz Henrique Cunha, o governo precisa voltar atrás e acabar com os preços abusivos do combustível. “Estamos em 150 pessoas aqui e a previsão é de mais trabalhadores se juntarem a nós ao longo do dia. Queremos o diesel mais barato”.
Outra localidade que apresenta grande número de trabalhadores lutando pela redução dos valores é a da Ponte do Vale, na BR-470, com mais de 100 caminhões parados. Ali, os protestos iniciaram na noite de quinta-feira, dia 24. Na manhã desta sexta-feira, 25 de maio, caminhoneiros receberam o apoio dos taxistas e, desde então, estão protestando em um posto próximo à megaloja Havan, no bairro Bela Vista. Quem passa pela Rodovia Ivo Silveira, no Barracão, também se depara com os protestos às margens da pista.
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